Retrato de Luís Lavoura

Os deputados da Assembleia da República rejeitaram, mais uma vez, que se forneça água da torneira, em jarros, aos deputados que participam em reuniões das comissões parlamentares. Argumentam que daria muito trabalho lavar, limpar e encher os jarros, e que tal trabalho só poderia ser realizado nas casas de banho, com evidente prejuízo para a funcionalidade do trabalho e para a privacidade de quem utiliza esses espaços.

Compreendo estes argumentos, que contêm alguma verdade.

Proponho então duas soluções alternativas, ambas elas mais baratas que a solução atual, ambas elas (sobretudo a segunda) com muito menor impacto ambiental, e que ambas elas garantem aos deputados o prazer selecto de uma água mineral em vez da vulgar água da torneira.

(1) Substituam as garrafinhas de plástico por garrafas de vidro, retornáveis e de maior capacidade (meio litro ou um litro). As garrafas retornáveis não provocam resíduos e, geralmente, são mais baratas (por unidade de água) do que as de plástico. Diversas marcas de boa água mineral portuguesa fornecem água engarrafada em vidro retornável. O trabalho a colocar e recolher as garrafas seria mais ou menos o mesmo que atualmente.

(2) Adoptem dispensadores de água de 15 litros, que são fornecidos por diversas empresas, e que têm a vantagem de poderem fornecer água tanto à temperatura ambiente como arrefecida (esta última é muito eficiente a despertar as pessoas e a evitar o torpor causado por longas sessões parlamentares). Essa solução não exige praticamente trabalho nenhum da parte dos funcionários parlamentares (quem coloca os dispensadores são os próprios funcionários da empresa que os fornece, e quem vai buscar a água aos dispensadores são os próprios deputados), é muito barata, e permite evitar tanto os resíduos como os desperdícios de água.

Retrato de Miguel Duarte

Dispensadores

Miguel Duarte on Sexta, 24/02/2012 - 11:38

Há uns anos a minha empresa mandou fazer testes à qualidade da água desses dispensadores e chegou à conclusão que a água da torneira tem melhor qualidade microbiológica. O resultado foi que se acabou com isso, quem quer água bebe água da torneira.

Custa-me no entanto a acreditar que na AR não existam copas onde os funcionários não possam encher os jarros de água. Será que as condições de trabalho são tão más, que um funcionário da AR não tem um sítio assim com máquinas de café, frigorífico, micro-ondas, etc.? É o normal em qualquer escritório civilizado...

Retrato de Luís Lavoura

civilizado

Luís Lavoura on Domingo, 26/02/2012 - 18:15

O palácio de São Bento não é um "escritório civilizado", trata-se de um velho edifício a ser reaproveitado para aquele fim...

Haverá copas, sim, mas não naquela ala do edifício onde são as salas das comissões.

Quanto à qualidade da água dos dispensadores, não me admira que seja pior do que a da torneira. Mas seria apenas para os deputados que a quisessem beber... Quem preferisse, poderia sempre ir encher a sua caneca à casa de banho! Ninguém é obrigado a beber a água que lhe servem...

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