Retrato de Luís Lavoura

A 1ª Guerra Mundial (mais precisamente, a 1ª Guerra Civil Europeia) foi, no fundo, o resultado da inconsciência, por parte dos políticos europeus, de como tecnologia militar se tinha modificado profundamente nos últimos poucos anos. De facto, nos decénios antes de 1914 fôra inventada a metralhadora, que em 1914 já equipava amplamente os exércitos europeus.  A metralhadora modificou dramaticamente a tecnologia bélica: uma só metralhadora pode, em poucos instantes de fogo, matar ou ferir imensos soldados. E não havia, em 1914, armas defensivas (nomeadamente, blindagens) capazes de resistir às metralhadoras. Os políticos europeus, inconscientes deste facto, julgavam que a guerra que se preparavam para iniciar se ganharia da mesma forma que no século 19 - com muitos soldados e com táticas de assalto brilhantes. E enganavam-se dramaticamente. No idade das metralhadoras, tinha-se tornado impossível ganhar rapidamente e de forma fulgurante uma guerra - da forma como Napoleão o fizera um século antes. Inconscientes deste facto, os políticos europeus foram para a guerra - e, contrariamente às suas expetativas, nunca mais conseguiram sair dela.

 

São estas, penso, as maiores lições do eclodir da 1ª Guerra: (1) É preciso estar atento às consequências das modificações da tecnologia bélica, e (2) Os políticos atuam frequentemente em função dos acontecimentos e dos problemas que conheceram na sua juventude, sem se aperceberem de que o mundo mudou.

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