A manifestação de 25 de Abril de ontem, Avenida da Liberdade abaixo, foi pindérica. Passei por lá para ver os Toc'à Rufar, que os miúdos gostam (e eu também). Se não fossem eles aquilo não valeria mesmo nada. Pouquíssimos manifestantes, basicamente à razão de meia-dúzia por cada faixa, porque por entre as faixas nada havia, e todos eles, ao que me pareceu, oriundos da Margem Sul, a saudosa Cintura Industrial de Lisboa. De entusiasmo popular, nada. Uns vendedores de gelados, e uma de umas farturas ranhosas e requentadas (na feira de Águeda compram-se bem melhores, mais frescas e mais baratas). Fiquei com a clara sensação de que as manifestações comemorativas do 25 de Abril estão pela hora da morte - daqui a poucos anos assemelhar-se-ão lamentavelmente às comemorativas do 5 de Outubro.
Para aquela tristeza não valia a pena fecharem a Avenida da Liberdade. Causam transtorno a mais gente do que àquela que vai na manif.














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