O projeto TGV (em Portugal) sofre desde o seu início de diversas confusões, que obscurecem o debate político de tal forma que o povo fica sem saber bem o que está a "comprar" quando "compra" o TGV (e trata-se de facto de uma compra, dado que são os contribuintes quem paga).
Um TGV é um combóio para passageiros cuja velocidade máxima é de (cerca de) 350 km/h. Mas será isto que os portugueses pretendem mesmo construir, em todas as cinco linhas (Lisboa-Madrid com ligação a Sines, Lisboa-Porto, Faro-Sevilha, Porto-Vigo, Aveiro-Salamanca) que se menciona? Duvido.
Uma ligação de Sines a Espanha serve para escoar por ferrovia as mercadorias do porto. As mercadorias jamais circulam por TGV. Logo, a ligação a Sines jamais será um TGV.
Da mesma forma, a ligação Aveiro-Salamanca serve predominantemente para escoar mercadorias. Não faz sentido ser um TGV.
A ligação Porto-Vigo é muito curta para um TGV. O combóio mal tem espaço para acelerar e voltar a travar. O mesmo se diga da ligação Faro-Sevilha (com a agravante de que neste caso jamais se deixará de parar em Huelva, que fica a meio caminho, a menos de 100 km de Faro e a pouco mais do que isso de Sevilha).
Eu diria que há graves confusões neste projeto. Mistura-se o verdadeiro TGV (350 km/h) com um combóio de velocidade elevada (220 km/h), com a construção de linhas em bitola europeia, e com a construção de linhas para escoamento de mercadorias dos portos. Eu diria que todas essas coisas podem ser importantes de construir - mas não são todas TGV.
Seria excelente que os nossos políticos (tanto do governo como da oposição) abandonassem o "confusionismo" e passassem a dizer explicitamente a favor ou contra quê estão a falar quando falam do TGV. Destrinçando cuidadosamente os diversos casos, em vez de misturar tudo num só pacote.














É óbvio que parte do
Anónimo (não verificado) on Domingo, 15/11/2009 - 00:47É óbvio que parte do problema decorre do uso impreciso dos termos. No caso Português o TGV só faz sentido para unir Lisboa a Madrid. Tudo o resto pode ser feito com comboios de tipo alfa-pendular. E sim, era bom que se começasse a clarificar o que se quer dizer com os termos sob pena de se gerar uma confusão que nada de bom trás ao País. Miguel Araújo
Na Galiza o mesmo "confusionismo"
Anónimo (não verificado) on Sexta, 13/11/2009 - 21:33Os políticos (tanto do governo como da oposição) acho que nao abandonaran o "confusionismo" , Os galegos e españois son iguais nisse eido, Na Andalussia tenhen unha "liorta" similar, parabéns pelo artigo.
Excelente artigo.
João Cardiga on Sexta, 13/11/2009 - 18:59Excelente artigo!!!
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