Ou me engano muito ou, na batalha final contra os sindicatos de professores, a ministra da Educação acabou por ceder em toda a linha. Cedeu tudo: deixam de existir exames de acesso à profissão, deixam de existir mecanismos de limitação à progressão na carreira (ou esses mecanismos podem ser torneados). Não percebo muito do assunto mas fiquei com a impressão, pelas notícias, de que foi uma derrota total para a ministra da Educação - e para o país.
Os maus professores podem estar contentes. Os partidos da oposição, que foram seus compagnons de route, também.














Se não percebe nada do
Anónimo (não verificado) on Domingo, 10/01/2010 - 15:01Se não percebe nada do assunto (e eu posso garantir que não percebe mesmo), porque escreve sobre o dito?
Vejamos.
Para quê fazer um exame de acesso à profissão, se existem estágios profissionais? Na verdade, haveria que acabar com a influência do eduquês e das Escolas ditas "Superiores de Educação" primeiro, e então aí talvez se justificasse um exame de acesso.
Por outro lado, a profissão docente é feita em cooperação e todos, excepto 5 ou 6 elementos com poderes de gestão dentro da escola, têm a mesma função. A imagem dos "generais" é de uma imbecilidade rasteira, bem ao estilo da anterior ministra, e que infelizmente pegou em boa parte da nossa sociedade, pouco dada à reflexão com conhecimento de causa. Outra coisa: mecanismos de limitação à progressão na carreira é uma forma errada de colocar a questão. Incentivos para os bons professores, os muito bons e os excelentes, sim. Mais formação para os outros, imprescindível. Afastamento dos incompetentes, urgente - mas isso continuará a ser impossível.
Mais urgente ainda: acabar com as "reformas" da treta, feitas a partir de cima, por eduqueses que sabem que, por muito mal que façam, serão sempre inimputáveis. Essas asneiras acabam por ser pagas, sempre, pelos professores, mesmo que estes procurem demonstrar que muitos aspectos das "reformas educativas" são puras idiotices.
E muito mais haveria a dizer, mas para já falta-me tempo.
Olhe: leia a opinião de Lídia Jorge, hoje, no Diário de Notícias, salvo erro. Ali, escreve quem sabe.
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