Retrato de Luís Lavoura

Como já se esperava, o Porto foi derrotado na corrida à instalação da Agência Europeia do Medicamento (AEM).

É preciso ser claro que as hipóteses de qualquer cidade portuguesa ser escolhida eram nulas à partida. A AEM é uma agência importantíssima da União Europeia, que regula uma das grandes indústrias da atualidade e é portanto objeto de intensas negociações e intenso lobbying. Para sede da AEM só serve portanto uma cidade central da União, com boas e rápidas conexões por transportes - não somente aéreo mas também terrestre, por comboio ou automóvel. Nenhum lobbyista quer perder três horas a deslocar-se a uma cidade que fica num dos cantos da União, longe dos principais centros urbanos e industriais dela. Logo, à partida Portugal não podia entrar nesta corrida para vencer.

Para que entrou, então? Para concentrar a nossa diplomacia no sentido de dar a conhecer os méritos, os atrativos e as vantagens de uma importante mas ainda mal conhecida cidade do país - o Porto. E esse objetivo terá sido, espero eu, alcançado.

Não há mérito somente em ganhar - tal como no desporto, há também mérito em competir.

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