Retrato de Luís Lavoura

Com os juros dos empréstimos concedidos aos Estados espanhol e italiano a aproximar-se dos 7%, a crise do euro entra numa nova e decisiva fase.

Ajudar a Grécia, Portugal, a Irlanda e Chipre é relativamente fácil - questões políticas à parte - para os países ricos da Europa. Ajudar a Itália, que é um país grande e precisa de pedir muito dinheiro emprestado, é totalmente diferente - é muito difícil, mesmo em termos financeiros.

E não se pense que, de qualquer forma, isto vai ficar por aqui. Outros países - a Bélgica e, eventualmente, a própria França - já estão na calha para serem atacados pelos "mercados" a seguir.

A Europa não vai poder suster estes ataques. Vai ter que atirar a toalha ao chão.

Que entendes com "atirar a

Luís dos Santos (não verificado) on Quarta, 03/08/2011 - 19:17

Que entendes com "atirar a toalha ao chão"? É que não há forma simples de resolver todo este problema financeiro, especialmente quando se começa a falar de países grandes como a Itália e Espanha.

Retrato de Luís Lavoura

resposta

Luís Lavoura on Quinta, 04/08/2011 - 08:38

Nem eu sei bem o que entendo. Mas parece-me que a Europa terá que desistir de emprestar, ela, dinheiro aos países em dificuldades. Ou então poderá emprestá-lo, mas em quantidade muito inferior àquela que esses países necessitariam. O que quer dizer que esses países, que estão cortados do mercado, serão obrigados a reduzir mesmo abruptamente as suas despesas.

Note-se que o caso da Itália é diferente do espanhol ou português. Nestes últimos trata-se de países deficitários, que têm balanças externas cronicamente deficitárias em grande extensão. A Itália, pelo contrário, tem uma balança externa saudável. Tal como a Bélgica. Só o Estado desses países é que é demasiado gastador - o país como um todo não o é.

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