Retrato de Luís Lavoura

Alguém sabe que é feito da nova lei do arrendamento urbano?

Recordemos a história. Durão Barroso prometeu, logo no princípio do seu governo, rever a lei do arrendamento urbano, no sentido de o liberalizar. O tempo passou e Durão não teve a coragem de cumprir. Durão caiu, veio Santana. Este cumpriu, em quatro meses, aquilo que Durão prometera mas que durante dois anos não fôra capaz de fazer. Mas Santana caiu antes de poder apresentar a sua lei ao parlamento. Sócrates prometeu, na campanha eleitoral, que faria a revisão nos primeiros 100 dias do seu governo.

Até Julho o assunto foi abundantemente discutido. Aparentemente, o governo chegou à redação da nova lei. Aparentemente, todos os parceiros sociais concordaram, mais ou menos. Aparentemente, a nova lei era uma boa droga: não liberalizaria o arrendamento urbano coisa nenhuma e seria, com toda a probabilidade, completamente inócua - isto é, em nada alteraria o atual estado de coisas.

Nos jornais apareceram, em Julho, indicações de que em Setembro a nova lei, já perfeitamente pronta, seria apresentada à Assembleia da República para aprovação. Chegou Setembro e... o assunto desapareceu completamente.

A revisão da lei do arrendamento urbano parece ter bruxedo!

A Lei das Rendas

xatoo (não verificado) on Sábado, 24/09/2005 - 11:59

Regular meia-dúzia de bandos de velhos residentes nos centros urbanos, não é prioritário, o "problema" resolve-se por si, à medida que vão batendo-a-bota.
Priortário para o Estado Neoliberal é incentivar a Bolha Especulativa no Imobiliário, senão o actual motor do capitalismo, gripa!

claro

Vasco Leal Figueira on Domingo, 25/09/2005 - 20:29

Claro! E isto é tudo uma grande conspiração de uns porcos capitalistas para se aproveitarem dos fracos e indefesos, o Bulldozer neoliberal não olha a meios. E, já agora, a esquerda é a única detentora das boas intenções.
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Vasco Leal Figueira

problema persiste

Hugo (não verificado) on Domingo, 25/09/2005 - 12:02

XAtto,
é problema sim,
porque quando essas pessoas morrem,
vêm para lá viver os netos, sobrinhos, filhos oportunistas.

E entretanto o preço das casas para as outras pessoas está muito acima do que devia estar e não vêm pessoas viver para Lisboa por causa disso e por isso gasta-se muito mais energia e polui-se muito mais o ambiente.

Os custos sociais de não se mexer nesta lei são enormes, porque enquanto os salários descem o preço das casas não. E muitas pessoas não conseguem viver perto de onde trabalham.

Os custos económicos são estrondosos, pois a especulação vai aumentando e se o preço das casas descer um dia abruptamente para o seu preço justo a crise vai ser muito pior do que uma crise do petróleo ou da bolsa.

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