Hoje nas cartas ao director d'O Público, vem um artigo assinado pelo Prof. (jubilado) do IST António Brotas sobre Ota, TGV e o papel do futuro PR no diálogo com o governo nestas matérias. O artigo pode ser lido aqui.

Basicamente põe o dedo, e bem, nas feridas do costume (ausência de estudos, portela não vai esgotar assim tão cedo, bitola europeia, etc...) mas lança o repto aos candidatos a presidente, para que, no enquadramento das suas funções e poderes, exijam do governo as mais cabais explicações sobre um projecto (ou dois, com o TGV que também carece de explicações, bom senso e pragmatismo) que marcará "a geografia do país durante um século". E di-lo, não reclamando uma intervenção na esfera governativa, ou sequer ameaçando com a bomba atómica da dissolução, mas antes, sugerindo ao futuro PR que sirva de mediador privilegiado entre a população e o governo, com autoridade para exigir o que é exigível. Aí concordo em absoluto, que os poderes "soft" do PR podem fazer a diferença.

Ou um governo que endivida gerações ao fazer obras megalómanas de necessidade contestável, sem esclarecer os devidos propósitos e ao arrepio da vontade popular, e (mais importante?) dos estudos científicos e das opiniões abalizadas dos peritos da área, é ou não um "irregular funcionamento das instituições democráticas"?

Eu acho que é.

OTA e TGVPenso que a cada

João (não verificado) on Domingo, 15/01/2006 - 12:26

OTA e TGV

Penso que a cada dia que passa mais pessoas neste país ficam indignadas com a ideia de se deixar fora milhões de €uros que muita falta fazem a àreas criticas da nossa sociedade. Não sendo especialista na matéria é óbvio que este dinheiro teria melhor caminho na educação, na melhoria do atendimento médico, na criação de industria especializada. É pena ver o meu dinheiro que desconto por mês ser canalizado para projectos que não são criticos para o desenvolvimento sustentado do nosso país. Força com o referendo, não tenham medo que o povo nos auxilia.

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