Retrato de Luís Lavoura

A CGTP tem três intenções ao convocar uma manifestação para a ponte 25 de Abril:

(1) Engrossar artificialmente a manifestação com pessoas que apenas querem aproveitar a abertura da ponte para irem apreciar a vista.

(2) Permitir fotografias especialmente grandiosas e apelativas da manifestação.

(3) Criar um facto político com a manifestação, através da celeuma que a sua (não-)autorização inevitavelmente causaria (e está a causar).

Trata-se, sem dúvida, de uma jogada de mestre da parte da CGTP. (A convocação de uma manifestação simultânea para a ponte do Infante, no Porto, apenas tem por objetivo disfarçar os objetivos acima identificados, que estão em Lisboa e não no Porto.)

Isto dito, é para mim óbvio que a manifestação não deve ser autorizada naquele local. Tal como não deveria ser autorizada uma manifestação algures no meio de uma qualquer autoestrada nem algures sobre uma qualquer linha de caminho-de-ferro. Manifestações não podem bloquear vias de tráfego de interesse nacional. Uma vez aberto um precedente, não demoraria até que a ponte 25 de Abril ficasse tão frequentemente eutupida por manifestações quanto a avenida da Liberdade em Lisboa já atualmente o está.

A liberdade de manifestação é uma coisa muito bonita mas, como é evidente desde o 25 de Abril, as manifestações só são livres em locais e a horas apropriadas e devidamente autorizadas. Caso contrário, voltaríamos ao PREC e às suas liberdades exercidas de forma selvagem (com as quais aliás o PREC rapidamente terminou).

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