Retrato de Luís Lavoura

Cá em Portugal, aparentemente, a presidência da república é assim a modos que um prémio Nobel: uma coisa que se atribui a um indivíduo já deveras idoso, reformado ou prestes a sê-lo, como prémio por aquilo que de bom ele fez há dez, vinte ou mesmo trinta anos atrás.

Os prémios Nobel de ciência são genericamente atribuídos a cientistas já reformados, já na fase dos "after-dinner talks", cientistas que já não fazem ciência. São premiados pela boa ciência que fizeram nos seus anos de glória - quando tinham 30 a 50 anos de idade.

As presidências da república portuguesa, é a mesma coisa. Em vez de escolherem pessoas nos seus anos de força, vitalidade e dinamismo, com 30 ou 40 ou 50 anos de idade, os nossos políticos consideram que candidatos admissíveis são apenas pessoas com mais de 60 anos de idade, pessoas já sem chama nem garra, pessoas com ideias do passado - recauchutadas, quando muito, paa lhes dar uma aparência futurista.

Em candidatos destes, eu não voto.

O problema acaba por ser o

vitor_jesus (não verificado) on Sexta, 21/10/2005 - 07:29

O problema acaba por ser o sistema politico. O PR acaba por ter poucos poderes. Se se juntar um pouco de falta de personalidade, da' num Sampaio que so' sabe avisar que "ha' vida para alem do defice".

Ou seja, de um ponto de vista partidario, e' uma especie de premio honoris causa; de um ponto de vista nacional, e' o "garante" da dmeocracia, logo alguem que tem "pose" de Estado. Exactamente o que e' um garante nao sei bem. Mas tipicamente ninguem associa o PR a um papel de accao, decisao e/ou efectiva pressao.

Alias, ainda ninguem me desconvenceu de que um sistema presidencialista (como o frances) seria assim tao mau...

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