Retrato de Luís Lavoura

Desde o meu último post com este mesmo título, a situação evoluiu mais ou menos como eu nele previ. O regime líbio está a, progressivamente, encurralar os rebeldes e encaminha-se para, rapidamente, ganhar a guerra civil. Os Estados Unidos recusaram-se a intervir militarmente. O Reino Unido e a França, sem o apoio dos EUA, também não intervêem. Tudo de acordo com as minhas previsões.

 

A única coisa - crucial - em que as minhas previsões falharam foi que a União Europeia no seu todo, a começar pelo ministro dos Negócios Estrangeiros português, cometeu o disparate de seguir a liderança do Reino Unido e da França e de declarar o seu apoio aos rebeldes líbios. Ou seja, em vez de se manter neutral no assunto e de não se imiscuir nos assuntos internos de um país estrangeiro, censurando de passagem a tomada de posição apressada do Reino Unido e da França, a União Europeia cometeu a asneira de se declarar partidária - e logo, por sinal, da parte mais fraca!

 

Agora estou para ver como é que, quando o regime líbio ganhar a guerra civil - o que, ao que parece, acontecerá em breve, dada a cobardia do Reino Unido e da França e dada a indisponibilidade dos EUA para intervir -, a União Europeia vai descalçar esta bota. Portugal, como é evidente, vai apanhar por tabela. Os trabalhadores portugueses que, durante muito tempo, foram tão bem acolhidos na Líbia, poderão não ter oportunidade de para lá voltar. O petróleo líbio, possivelmente, encontrará outros compradores, menos apressados a tomar partido do que Portugal e a União Europeia. Enfim. Os disparates pagam-se.

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