Retrato de Miguel Duarte

Achei muito interessante este artigo, sobre estudantes de direito nos EUA que vão processar a sua antiga universidade por esta lhes ter mentido sobre as perspetivas de virem a conseguir um emprego após terem concluído o curso. É que ao que parece, nos EUA as (algumas) universidades já indicam qual é a percentagem de ex-alunos que encontraram emprego (neste caso, ao fim de 9 meses), mas, a questão não deveria ser o "simplesmente arranjar emprego" (também é relevante), mas sim, qual a percentagem de ex-alunos que arranjaram um emprego que requeria uma/a sua licenciatura.

Aliás, parece que o equivalente à Ordem dos Advogados, nos EUA, decidiu obrigar a partir do próximo ano todas as escolas a seguirem este exemplo.

Eu diria, que este seria um (bom) exemplo a seguir em Portugal e porque não, pela nossa Ordem dos Advogados, tanto mais que estando tão preocupada no desemprego dos recém-licenciados em Direito, se calhar, o melhor era começar por informar os potenciais alunos das suas perspetivas de emprego.

E cá também

Luís dos Santos (não verificado) on Terça, 16/08/2011 - 20:21

Nos EUA e não só. Cá em Portugal posso dizer-te com conhecimento de causa que se faz o mesmo: a minha universidade propagandeava que cerca de 60-70 por cento dos seus alunos estavam empregados na área curricular ao fim de 2 anos, como também indicava que havia grandes números de estagiários que ficavam nos locais de estágio.

Eu não estou empregado na minha área curricular - aliás, em menos de 1 ano percebi que não havia oferta profissional alguma para a mesma - e dos meus colegas de curso, conheço poucos que estejam. Quanto à história dos estágios, não conheço qualquer caso nem no meu curso, nem noutro qualquer de terem ficado empregados no local de estágio, o que também demonstra que isso é no máximo uma rara excepção.

No entanto, acho que atirar a responsabilidade de se ter sido enganado ou fazer manifestações a dizer que pertencem a uma geração com muita formação e nenhuma oportunidade mais não é que um não-assumir das escolhas que se tomam.

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