Retrato de Filipe Melo Sousa

O governo Espanhol acabou de cortar 1.200.000.000 € destinados a subsídios em energias renováveis. Para muita pena das empresas que despejavam lixo energético caro na rede eléctrica a preço desvirtuado. Naturalmente nenhum consumidor estaria interessado em consumir energia a tais preços. Dando um mero exemplo: um consumidor português que recebe uma conta de electricidade de 100€ pagaria 600€ se a sua energia fosse produzida na central solar de Moura. Quem está interessado neste incremento marginal de 500% no custo da sua factura?

facto muito sumarento

Francisco (não verificado) on Domingo, 11/07/2010 - 10:37

"um consumidor português que recebe uma conta de electricidade de 100€ pagaria 600€ se a sua energia fosse produzida na central solar de Moura."
De onde vem esta informação, onde posso ver essas referências?

A única referência que

Anónimo (não verificado) on Domingo, 11/07/2010 - 12:37

A única referência que necessita é a do preço a que a rede compra a energia fotovoltaica: 55 cêntimos o kW, se não estou em erro: aproximadamente 5x o custo do kW que pagamos ao final do mês. Uma fatia significativa da conta da electricidade - deve rondar uns 20% - destina-se a um fundo para promover as energias renováveis.

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Com que então basta usar as palavras mágicas "novo paradigma" e "longo prazo" (mesmo que seja quando os nossos netos já estiverem mortos) e aceita-se qualquer projecto? Os recursos também não são para usar, presumo. O comentador gosta de ir as compras, e deixar o bife no prato, isso sim é poupar recursos. Parabéns pelo discernimento :)
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Não se trata de aceitar qualquer projecto; eu por exemplo sou contra a produção centralizada de energia solar. Mas como disse, a energia eólica sofreu um avanço tecnológico significativo que, hoje, praticamente a torna competitiva: coisa que não teria acontecido se não fosse subsidiada durante vários anos. E essa coisa do bife é simplificar a questão de um modo absurdo. É típico de quem não consegue olhar o capitalismo com olhos de ver e encontrar-lhe defeitos no foro económico, e, sobretudo, naquela coisa de "externalidades". Passem bem.

Será mesmo assim?

Filomena (não verificado) on Quarta, 14/07/2010 - 14:26

"A única referência que necessita é a do preço a que a rede compra a energia fotovoltaica: 55 cêntimos o kW, se não estou em erro: aproximadamente 5x o custo do kW que pagamos ao final do mês"

Pelo que tenho lido, a venda à rede a um valor superior à que compramos tem a ver com um incentivo à adopção de energias renováveis, se modo a aumentar a produção de energia eléctrica de origem solar.

"Com que então basta usar as palavras mágicas "novo paradigma" e "longo prazo" (mesmo que seja quando os nossos netos já estiverem mortos) e aceita-se qualquer projecto?"

Quando falamos em energias renovaveis, sustentabilidade, et cetera, os beneficios que se esperam não são imediatos, mas a longo prazo... um beneficio comum e não individual... o curioso das medidas de prevenção, quando bem efectuadas, é que nunca vamos saber o que aconteceria se estas não tivessem sido tomadas.

Retrato de Filipe Melo Sousa

Com que então basta usar as

Filipe Melo Sousa on Domingo, 11/07/2010 - 09:08

Com que então basta usar as palavras mágicas "novo paradigma" e "longo prazo" (mesmo que seja quando os nossos netos já estiverem mortos) e aceita-se qualquer projecto? Os recursos também não são para usar, presumo. O comentador gosta de ir as compras, e deixar o bife no prato, isso sim é poupar recursos. Parabéns pelo discernimento :)

João, tu não consegues resistir ao "gastar", que tal não os gastar de todo?

Retrato de João Cardiga

"João, tu não consegues

João Cardiga on Domingo, 11/07/2010 - 13:40

"João, tu não consegues resistir ao "gastar", que tal não os gastar de todo?"

 

Filipe, estás a sugerir que passamos todos a viver num estilo de vida franciscano?

Retrato de João Cardiga

Benvindo de volta. Uma

João Cardiga on Sábado, 10/07/2010 - 23:18

Benvindo de volta. Uma duvida: achas então que é preferivel investir esses 500 eur na extração de crude ou areias de crude?

Dentro das energias

Anónimo (não verificado) on Sábado, 10/07/2010 - 16:20

Dentro das energias renováveis, a energia solar é mais cara - extremamente cara e só tem sentido se produzida de modo descentralizado (telhados e mais nada).

De resto, é fácil perceber que uma economia de mercado é predadora de recursos naturais que poderão vir a ser necessários num futuro mais ou menos próximo, pelo que a mudança do paradigma da geração de energia é algo que tem de acontecer - e a tecnologia já aí está. É mais caro? Claro. Custa mais caro? Claro, enquanto o mercado não a massificar, o que não acontece sem intervenção estatal. A energia eólica desde que se viu subsidiada já viu melhoramentos tecnológicos que tardariam a chegar de outro modo.
O grande problema é a competição dos estados a nível mundial, e a crise do capitalismo atirou para um futuro longínquo todas as eco-tretas da sustentabilidade. A culpa não é de ninguém, é das forças cegas do mercado. Fazer de conta que o problema não existe ou é causado pelos Estados, só agrava a miopia.

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