Retrato de Filipe Melo Sousa

Como era de se esperar, e era apenas uma questão de tempo, o Governo admite acabar com subsídios às renováveis. Isto não quer dizer porém que venhamos a ter um mercado energético liberalizado. Muita da factura é paga directamente pelo consumidor sem passar pelo orçamento de estado. O facto de se consumir electricidade coercivamente cara é no entando um imposto implícito. O consumidor de electricidade português é coagido a consumir todo o género de lixo energético que a EDP compra aos produtores. Apesar de tudo, uma óptima notícia, que dará aos "empresários" de energias renováveis um claro sinal de que não podem fazer da subsidio-dependência uma forma de negócio, em que basta utilizar a palavrinha-mágica "renovável" para que os organismos públicos paguem a diferença entre o prejuízo e o custo normal de produção.

onde está o disparate?

Anónimo (não verificado) on Quarta, 28/07/2010 - 13:40

Não percebo muito bem onde estão os disparates que se falam no título "post"? Acha mesmo que foi disparate subsidiar a energia renovável, como forma de lançar este sector que precisava de um empurrão do Estado (como precisaram todos os outros sectores energéticos, com a nuclear à cabeça - esta última continua a depender do Estado em grande medida)? Ou acha disparate continuar a subsidiar-se as renováveis?

Retrato de João Cardiga

"...provam bem que as nações

João Cardiga on Segunda, 26/07/2010 - 14:33

"...provam bem que as nações mais avançadas do mundo fazem tudo para aceder a energia barata, independentemente dos prejuízos sociais e ambientais."

Se estes tivessem reflexo no curto prazo em quem toma determinadas decisões certamente estariamos num mundo diferente...

O facto de a saúde da

FM (não verificado) on Domingo, 25/07/2010 - 17:57

O facto de a saúde da economia global nos deixar sem dinheiro para "disparates" alarga-se a campos como a saúde, a educação, etc..

Os desastres ambientais multiplicam-se - recentemente os despejos de lixo tóxico que a holandesa Trafigura realizou na Costa do Marfim e o desastre da BP - muito ajudados pelo simples facto de a economia global ser orientada para o lucro e não para a protecção do ambiente e coesão social. As guerras, de que o Iraque é um recente exemplo, bem como a manutenção e corrupção de governos corruptos, como tem sido Angola, provam bem que as nações mais avançadas do mundo fazem tudo para aceder a energia barata, independentemente dos prejuízos sociais e ambientais. Concretamente, aceito que sejam palavras que nada têm a ver com o seu post. Mas o desequilíbrio que as relações de poder à escala global que a luta pela Energia implica, poderiam ser muito apaziguadas se todos os países produzissem a sua própria energia.

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