A adesão da Turquia à União Europeia é de uma importância estratégica enorme para a Paz Mundial.

Da forma que as relações internacionais nos últimos anos se têm revelado é possível que nunca se encontre a tão prometida Paz Mundia.
Isto porque de um lado temos a União Europeia, de outro os Estados Unidos, de outro os países Árabes, etc.
E enquanto estes grupos vão existindo separados pela cultura, a eminência de guerras internacionais ou a possibilidade de uma 3ª Guerra Mundial vai crescendo.

Paz e Democracia são palavras que apenas podem coexistir com globalização e aproximação dos povos.

A entrada da Turquia para a União Europeia seria um dos maiores passos da história da Humanidade no caminho para a paz Mundial.
Ao permitir que a Turquia se tranformasse num país "Europeu" colaborando para o seu desenvolvimento como um país livre e democrático estaríamos a dar uma lição ao mundo inteiro de como o Islamismo pode existir de forma democrática, pacífica e livre.

Todos aqueles grupos fanáticos que nos habituámos a odiar e temer perderiam imensa força, pois os povos Islâmicos teriam a partir daí um sonho de paz e desenvolvimento, retirando-lhes todo o apoio.

A pergunta que se depara perante nós é se queremos contruir uma "parede" ou se queremos construir uma "porta".

Formulando a mesma pergunta de outra forma: o que é a União Europeia? Uma enorme muralha que mantém os previligiados dentro e os rejeitados fora ou é um sonho de Paz, Democracia e Liberdade que permite entrar todos aqueles que partilham esse sonho?

A Turquia deve entrar para a União Europeia. Deveríamos tambem convidar a entrar países como o Canadá e a Costa Rica, pelos seus modelos de desenvolvimento.

Nota: Esta é uma opinião pessoal e não a posição oficial do MLS.

HUGO GARCIA

João Pedro Moura (não verificado) on Domingo, 26/03/2006 - 13:25

HUGO GARCIA disse:
1- “A adesão da Turquia à União Europeia é de uma importância estratégica enorme para a Paz Mundial.”

Compreendo a pertinência da tua afirmação. Mas discordo que a adesão da Turquia à UE tenha tal importância para a paz mundial. Nem explicas como.
Se estás a pensar em “contágio” geográfico da democracia e liberalismo, dadas as fronteiras com a Síria, o Irão e o Iraque, é melhor deixar de pensar nisso, visto que a ferocidade e crueldade da hedionda escumalha islâmica são imunes à democracia e liberdade.

a)Muito provavelmente, as pressões de imigrantes, em tais fronteiras turcas, acresceriam enormemente, à semelhança do que se passa na fronteira espanhola do Mediterrâneo, ou mesmo na fronteira leste da UE, e… avançariam mais os comunitarismos muçulmanos pela UE dentro, via Turquia…
Todavia, não há que ter medo de tais pressões imigratórias, mas haveria que reforçar a vigilância.

b) Uma fronteira da UE junto à boçalidade muçulmana, apesar da má vizinhança, poderia servir de apoio e catalisador às ténues forças liberais desses países muçulmanos…

c)A Turquia só tem um bocadinho de território na Europa, mas…

Seja como for, eu defendo a adesão da Turquia à União Europeia.
Não é pela má vizinhança, que iríamos recusar a adesão dum país moderno como a Turquia, o mais liberal e laico país muçulmano. A Turquia iria ser muito beneficiada e desenvolvida… e isso é que interessa.

2- “Da forma que as relações internacionais nos últimos anos se têm revelado é possível que nunca se encontre a tão prometida Paz Mundia.
Isto porque de um lado temos a União Europeia, de outro os Estados Unidos, de outro os países Árabes, etc.
E enquanto estes grupos vão existindo separados pela cultura, a eminência de guerras internacionais ou a possibilidade de uma 3ª Guerra Mundial vai crescendo.”

É ridículo referires a “possibilidade” duma 3ª guerra mundial. Tal perigo é inexistente. O maior perigo é o decorrente da hedionda escumalha islâmica, que vai pululando por aqui e por ali, e o interminável conflito israelo-palestiniano, com culpas cúmplices para a UE e EUA.

3- “A entrada da Turquia para a União Europeia seria um dos maiores passos da história da Humanidade no caminho para a paz Mundial.”

Não exageres! Não teria nada que ver com paz mundial, mas sim com a integração dum país diferente, o único país islâmico, suficientemente laico para integrar a UE sem grandes problemas. Os turcos são progressivos e far-lhes–ia bem.

4- “Ao permitir que a Turquia se tranformasse num país "Europeu" colaborando para o seu desenvolvimento como um país livre e democrático estaríamos a dar uma lição ao mundo inteiro de como o Islamismo pode existir de forma democrática, pacífica e livre.”

Hugo, tu és bem intencionado, mas tens que saber distinguir os povos e suas qualidades religiosas.
O islamismo não é um povo.
Os turcos, como já disse, são os muçulmanos mais liberais e laicizados, com um escol político e cultural ocidentalizado e um clero domesticado pela Constituição democrática.
Vários políticos muçulmanos, afectos ao partido dominante, já foram presos há anos, por alegada violação da Constituição. Portanto, parece-me que os próceres islâmicos não só não têm hipóteses de estragarem a laicidade turca, como também, até pelas suas vestes, não parecem manifestar veleidades reaccionárias e clericalistas.

O turco detesta o árabe e considera-o grosseiro.
Portanto, Hugo, o problema não é o islamismo, em sentido abstracto, mas sim o islamismo árabe, por um lado, e o das hediondas escumalhas islâmicas, árabes ou não, por outro.

5- “Todos aqueles grupos fanáticos que nos habituámos a odiar e temer perderiam imensa força, pois os povos Islâmicos teriam a partir daí um sonho de paz e desenvolvimento, retirando-lhes todo o apoio.”

Que idealista que tu és, Hugo!
A boçalidade árabe e islâmica é uma força invencível. E cresce! Cresce até, como se viu nos acontecimentos em França, nos países em que, pela sua liberdade e democracia, mais deveriam, aparentemente, aculturar tais escumalhas.
Paz, democracia, liberdade, respeito cívico, não têm nada que ver com árabes e outras etnias islâmicas. São invulneráveis a isso.

6- “A pergunta que se depara perante nós é se queremos contruir uma "parede" ou se queremos construir uma "porta".

Deveremos construir uma “porta” para aqueles que querem trabalhar e integrarem-se num sistema mundial progressivo de liberalismo, mas deveremos construir uma “parede” para as criaturas inferiores… e vigiá-las de perto… nas suas reservas…

7- "Formulando a mesma pergunta de outra forma: o que é a União Europeia? Uma enorme muralha que mantém os previligiados dentro e os rejeitados fora ou é um sonho de Paz, Democracia e Liberdade que permite entrar todos aqueles que partilham esse sonho?"

Hugo, a União Europeia é a matriz da liberdade. Foi na Europa que nasceu a liberdade. Os povos que cultivam a liberdade, que são os povos progressistas e a vanguarda civilizacional, tendem a aproximar-se e a agrupar-se em organizações de cooperação para o desenvolvimento.
Olha para os 50 Estados dos Estados Unidos. Se cada um desses Estados seguisse a sua própria via independente, tínhamos 50 Estados desenvolvidos, mas com menor influência no mundo, e com relações diplomáticas individuais, que só aumentariam a confusão e a despesa.
O caminho é, portanto, o agrupamento federativo por afinidade…

Olha para a União Europeia…
Estás a imaginar cada país com moedas diferentes e com fronteiras onde teríamos que parar para controlo fronteiriço, como dantes?! Que atraso de vida!
A via é, portanto, a das grandes organizações internacionais, integradoras, sinérgicas, maiores fomentadoras de reflexão intelectiva e progressista.
O ideal, claro, que seria um governo mundial, uma Constituição mundial, um programa de desenvolvimento mundial!
O problema são os nacionalismos e as suas inerências xenófobas e racistas implícitas, que retardam a convergência internacional.

De facto, um governo e uma federação mundiais constituem uma utopia.
Os países, melhor ou pior, lá se vão agrupando por afinidades geográficas e civilizacionais, em estruturas mais leves e, sobretudo, por convergência cultural e liberal…

8- “A Turquia deve entrar para a União Europeia. Deveríamos tambem convidar a entrar países como o Canadá e a Costa Rica, pelos seus modelos de desenvolvimento.“

Concordo contigo. A Turquia deve entrar para a UE.
Canadá e Costa Rica, porquê???!!! Se o quadro é o da União Europeia, como é que aqueles países poderiam ser convidados???!!!
Só depois de muita evolução mundial, é que aqueles países poderiam integrar uma União… Mundial…
Deixa os países integrarem, se quiserem, organizações por afinidade geográfica ou cultural.
Não enveredes por utopias! É perda de tempo estudarmos extravagâncias e coisas inverosímeis. Deixa as coisas andarem…

Retrato de Luís Lavoura

Não concordo com este post,

Luís Lavoura on Sábado, 25/03/2006 - 17:48

Não concordo com este post, por diversas razões.

Primeiro, a Turquia tem contenciosos abertos com o Iraque e a Síria sobre as águas dos rios Eufrates e Tigre (que nascem ambos na Turquia, mas cujas águas são vitais para a Síria e para o Iraque). Este contencioso transferir-se-ia para a UE.

Segundo, a Turquia tem problemas graves com o Curdistão. Problemas de direitos humanos e de guerra interna. Esses problemas transferir-se-iam para a UE.

Terceiro, a Turquia faz no Médio Oriente, juntamente com Israel, o papel de "polícia" dos EUA. Entaria na UE mais um país cuja política externa é, em larga medida, determinada por uma aliança com os EUA.

Por estas três razões, parece-me que a entrada da Turquia na UE não constituiria fonte de paz, mas antes fonte de maiores conflitos internos na UE, e maiores conflitos da UE com países terceiros.

Retrato de Miguel Duarte

Sobre a Turquia

Miguel Duarte on Domingo, 26/03/2006 - 08:35

Admitidamente a Turquia vai trazer com ela problemas para a União Europeia mas:

1. A Turquia de entre os países de maioria Muçulmana é talvez aquele que mais conseguiu apesar de tudo manter uma sociedade laica. A própria União Europeia tem sido um isco para a manutenção desta sociedade e em simultâneo, a manutenção da Democracia;

2. Se a UE não fizer nada pela Turquia, arriscamo-nos a deixar mais um país a virar-se para o fundamentalismo Islâmico;

3. Se pelo contrário, a UE tentar desenvolver a Turquia quer em termos económicos, quer a nível da sua democracia, poderemos conseguir obter em 20 anos um país de maioria muçulmano laico, desenvolvido e democrático (e sem petróleo). Seria certamente um exemplo positivo para os outros países de maioria Muçulmana.

4. Quer a Espanha e o Reino Unido (e se calhar estou-me a esquecer de outros países), tinham problemas internos quando entraram para a União Europeia. Não foi por isso que foram recusados. Aliás, da forma como vejo as coisas a União Europeia serviu até para os ajudar a resolver os seus problemas internos. Para os Curdos, parece-me, será muito melhor viver numa União Europeia desenvolvida (e que lhes vai dar muitos subsídios) e que lhes garante uma autonomia razoável (têm sido essas algumas pressões sobre a Turquia) e possibilidades de imigrar para outros países mais desenvolvidos que a sua região, a viver num país do Médio Oriente sub-desenvolvido... Muito do que os Curdos na Turquia se queixam é precisamente de a Turquia ter investido muito pouco nas regiões onde habitam...

objectivos

Hugo Garcia on Sábado, 25/03/2006 - 17:29

Naturalmente não defendo que a UE se transforme numa 2ª ONU. :)

Os campos de acção onde geralmente a UE actua parecem-me adequados. O Liberalismo e desenvolvimento económicos devem ser simultaneamente objectivos e ferramentas da União Europeia.
Discordo contudo que a UE governe ou legisle sobre assuntos nacionais que vão para além dos direitos humanos. Por exemplo, defendo que a UE deve proibir a escravatura, mas não deve colocar leis sobre o número máximo de horas de trabalho semanais. Nada disto impede de colocar objectivos relativamente à economia ou ao ambiente como limite no défice ou taxas de poluição pois estas são questões nacionais que afectam os restantes países membros.

Naturalmente a UE Europeia tem o desejo de crescer. Poderá crescer para dentro (mais acção, mais controle, mais intervenção) ou poderá crescer para fora (entrada de mais países, colaboração noutros continentes). A minha posição vai no sentido da 2ª opção.

Contudo, como o Miguel Duarte dizia existem diferentes formas e níveis de colaboração. Se calhar não queremos permitir, por agora, a livre circulação de pessoas com a Turquia, mas nada impede a colaboração a uma série de outros níveis. Hoje ainda gastamos muito dinheiro a ajudar os últimos 10 países que entraram, mas em breve esses países não necessitarão de ajuda e serão eles a colaborar para ajudar outros países mais pobres.

O importante mantém-se em não estabelecer limites geográficos ou culturais indo lenta e progressivamente criando novas alianças.

Turquia, Canadá, Costa

Pedro Viana (não verificado) on Sexta, 24/03/2006 - 20:15

Turquia, Canadá, Costa Rica?!...
Hugo, para que achas que serve a União Europeia ou, por exemplo, a ONU?
Na minha opinião tais organizações servem para decidir políticas de aplicação comum a todos os seus membros, as quais sejam no seu interesse colectivo. Ou sejam actuam como centros de governação. Portanto, a questão fundamental que se põe é: a que nível de governação é que certas políticas de aplicação comum devem ser decididas? A que nível deve ser decidido o ordenamento duma cidade, a rede rodoviária, a defesa colectiva?
Não faz sentido nenhum a expansão da União Europeia com base num critério de recompensa. Na minha oipinião a União Europeia é até "grande demais": há certas competências que deviam ser devolvidas a entidades mais próximas dos territórios e da população, podendo essas entidades ser constituídas por agrupamentos de países da UE.
Quando não há entidades de "tamanho" intermédio, haverá muito maior probabilidade de conflicto entre as entidades existentes devido à distância (física, de interesses e em termos de poder) entre elas. Simplificando, nenhuma população aprecia ser (parcialmente) governada por um centro de decisão cada vez mais remoto.

Qual é então a solução? Acordos de associação através dos quais a UE e a Turquia partilham soberania nas áreas cujas decisões sejam melhor tomadas a esse nível. O mesmo para a Rússia, NAFTA, UA, China, Mercosul. Obviamente, estando a Turquia geograficamente mais próxima, naturalmente haverá mais áreas de co-decisão.

objectivos da União Europeia

Hugo Garcia on Sexta, 24/03/2006 - 21:52

A meu ver o objectivo da União Europeia deve ser de criar linhas de cooperação e de principios básicos para a colaboração entre os povos.
Desta forma pode-se assegurar os direitos Humanos, o comércio internacional, terminar com a miséria,etc.
Por estas razões não concordei com a última proposta para a constituição europeia. Esta abordava questões que a meu ver devem ficar na custódia de cada país, como o número de horas de trabalho por semana.

Retrato de Miguel Duarte

O Pedro tem razão

Miguel Duarte on Sábado, 25/03/2006 - 08:32

A União Europeia são muito acordo juntos. Por exemplo não me chocaria que o Canadá ou a Costa Rica e Marrocos se juntasse à união adoaneira, ou que o Canadá, a Austrália se juntassem a Shengen, etc. Agora tens uma parte da União Europeia que é eminentemente "federativa". Que engloba a criação de leis, o mercado comum a uma série de níveis, o Parlamento Europeu, a Comissão Europeia (o nosso governo), etc.

Uma federação de Estados deve ser minimamente consistente para funcionar e tem que ter os seus limites. Mesmo a dimensão actual a muitos níveis já se torna particularmente difícil.

Objectivos diferentes

Hugo Garcia on Sábado, 25/03/2006 - 13:07

Miguel, podes me dizer que o Pedro tem razão, mas isso é devido ao objectivo actual.

Mas eu posso não concordar com a política intragovernamentalista. e de facto não concordo.

Na verdade numa posição federalista, algumas decisões cabem ao governo europeu, outras aos governos nacionais. E não é isso que está a acontecer actualmente. O Governo Europeu intervém quando se lembra de intervir, sem ter previamente definido o seu curso de acção e os seus limites.
Portanto a minha perspectiva até acaba por ser mais federalista do que a que tens actualmente.

Mas o foco mantém-se em definir se o objectivo da União Europeia é (como actualmente) construir um grande bloco que irá competir com o resto do mundo, ou se (como a perspectiva que defendo) uma União que procura a cooperação internacional com os objectivos de paz mundial, liberdade económica e direitos Humanos.

Tu tens razão quando dizes que os limites de poder não estão bem estabelecidos. Na minha opiniaão, uma constituição que fosse clara nessa ponto seria uma grande ajuda.

Relativamente a UE, ela existe precisamente para resolver problemas que existem à escala europeia. Ou seja, questões que não podes resolver a um nível nacional e que devem ser resolvidas à escala de um continente. O ambiente e o mercado comum são dois exemplos claros.

Isso não impede que como grupo de países que é, procure a cooperação internacional e a paz mundial, a liberdade económica e os direitos humanos. Alguns são objectivos essenciais para a sua própria estabilidade (por exemplo, a UE, naturalmente, não está interessada em ter guerras junto às suas fronteiras), outros são objectivo que os seus países sempre tiveram.

Quando a uma federação mundial, não digo que não gostasse de a ver, adorava, mas acho que ainda estamos muito, muito longe disso. ;) Se calhar primeiro tens que precisamente ter blocos de países (que provavelmente corresponderão +- aos continentes) e só um dia, já com todos nós por baixo de terra, isso acontecerá. ;)

A questão da estabilidade do próprio bloco é também importante (para não dizer vital). É por isso que tens que ter o mínimo de coesão cultural entre os países.

No entanto, no que toca à Turquia, como penso que tu já sabes, sou completamente a favor da sua adesão à UE, embora considere que tal só deverá acontecer dentro de uns 20 anos, quando esse país estiver mais desenvolvido. Até lá penso que a Turquia se deve simplesmente juntar à união adoaneira.

"(...)ou se (como a

Pedro Viana (não verificado) on Sábado, 25/03/2006 - 16:12

"(...)ou se (como a perspectiva que defendo) uma União que procura a cooperação internacional com os objectivos de paz mundial, liberdade económica e direitos Humanos."

Mas uma organização com esses objectivos já existe e chama-se ONU (à qual está associada a OMC, mas que age de forma independente). Podes achar que a ONU precisa de ser reformada, de modo a atingirem-se os objectivos que propões, mas isso não é razão para tentar criar uma organização paralela, liderada pela UE. Só iria criar um mundo mais dividido entre nós "os livres" e eles "os não-livres", onde em vez da paz ser promovida o que seria criado era um mundo em conflicto permanente "à boa maneira da guerra fria".

Também me parece que implicitamente defendes que se houvesse uma tal ONU, que efectivamente tivesse os objectivos que propões, a UE não fazia sentido e deveria desaparecer, com parte dos seus poderes actuais devolvidos aos países. Não concordo. Acho que há decisões que são melhor discutidas e tomadas em foruns de tamanho intermédio entre o mundial e o nacional, até porque o "nacional" vai de países como o Luxemburgo, Chipre ou Portugal, até países como os EUA, China ou Índia. No primeiro caso há muitas decisões, ambientais, de transporte, económicas, que fazem sentido ser tomadas por grupos de países vizinhos, enquanto que no segundo caso isso já não é tão importante, sendo em menor número as decisões que necessitam de consulta mútua.

Em conclusão, é minha opinião que as políticas devem ser tomadas ao nível, territorial e populacional, onde seja mais racional e eficiente a decisão, e não por princípio ao nível artificial do "país", seja ele qual fôr.

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