Retrato de Luís Lavoura

Andam por aí uns tontinhos a sugerir o alargamento da ADSE (Assistência na Doença aos Servidores do Estado) a toda a população portuguesa.

Ora, isso rapidamente se tornaria financeiramente insustentável - se é que não o seria logo desde o primeiro ano - dado que os salários no setor privado são em geral muito mais baixos do que no Estado, pelo que um desconto de 3,5% do valor do salário seria insuficiente para aguentar a ADSE. Acresce que, a não ser que se alterassem as regras da ADSE - tornando-a, como ela nunca deveria ter deixado de ser, obrigatória para todos - a ADSE estaria submetida a uma insustentável pressão negativa, pois que apenas quereriam ter ADSE aqueles trabalhadores que, por serem muito idosos e/ou por terem um salário muito baixo, mais teriam a ganhar financeiramente com ela (por terem muitas necessidades de serviços de saúde e/ou por pagarem muito pouco pela cobertura).

A ADSE é uma ideia muito bonita. E seria de facto muito bom estendê-la a toda a população empregada. Mas para isso serão necessárias duas coisas: (1) que a cobertura pela ADSE seja obrigatória, e não facultativa, para todos, e (2) que a contribuição para a ADSE seja superior aos 3,5% do salário que os funcionários públicos atualmente pagam.

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