Agenda de curto prazo:

Informar os indivíduos:

1. Agrupar as contribiuções empregado/empresa e voltar a separar a por destinos (Pensões de reforma / safety net)*

2. Publicitar a aplicação actual das contribuições ( reformas / Pensões mínimas /S. desembrego / s. invalidez / Maternidade / .../ Custos de funcionamento/ fundo de estabilidade)

Agenda de médio longo prazo

1. ELiminar contribuição SS com destino a pensão de reforma

1.a De forma exequível com: (i) recálculo de reformas atribuídas (ii) injecção de fundos no fundo de estabilidade via privatizações (o 2 em 1).

* Retirado de uma discussão MLS sobre a SS e aparentemente apoiado pelo João Miranda (http://ablasfemia.blogspot.com/2006/05/mais-ideias-para-reformar-segurana.html)

PS: Além de aprender a escrever tambem tenho de aprender a fazer links...

Perfil de Risco? Perfil de Consumo?

Rui Almeida on Quarta, 17/05/2006 - 10:14

"Permitindo a cada indivíduo poupar da forma mais adequada face ao seu perfil de risco."

- Será adequado utilizar "face ao seu perfil de risco"?
Não será mais apropriado utilizar "face ao seu perfil de consumo"?(pelo menos para grande parte da população)

Já agora, qual será a percentagem de pessoas que aplica o conceito "chapa vem chapa vai"?

"Já agora, qual será a

Ricardo Francisco on Quarta, 17/05/2006 - 11:44

"Já agora, qual será a percentagem de pessoas que aplica o conceito "chapa vem chapa vai"?"

Entende que, um dos pressupostos liberais, é acompanhar a liberdade de responsabiliade?

É dizer que os indivíduos devem poder tomar as suas decisões privadas sem serem orientadas pelo estado, leia-se os iluminados que oreientam o estado? Com a liberdaed vem a responsabiliade.

E é verade que desde sempre nem todas as pessoas preferem a liberdade com responsabiliade. Sabia que muitos dos escravos das civilizações clássicas eram voluntários? Ofereciam-se como escravos. Cama e comida garantida...em troca de liberdade.

Também sou contra!!!

Rui Almeida on Quarta, 17/05/2006 - 10:04

Também sou contra a eliminação do sistema de pensões da SS.

Defendo a reformulação do Sistema porque não é, comprovadamente, sustentável mas eliminar um dos pilares de solidariedade da nossa sociedade parece-me despropositado.

Então continue a votar no

Ricardo Francisco on Quarta, 17/05/2006 - 11:40

Então continue a votar no PS ou no PSD que eles concordam com essa posição.

Retrato de Luís Lavoura

No PSD nunca votei. No PS

Luís Lavoura on Quarta, 17/05/2006 - 11:56

No PSD nunca votei. No PS votei uma única vez, em 1975.

A "boca" era para o Rui

Ricardo Francisco on Quarta, 17/05/2006 - 12:06

A "boca" era para o Rui Almeida...

Retrato de Luís Lavoura

Ninguém razoável pode

Luís Lavoura on Quarta, 17/05/2006 - 10:42

Ninguém razoável pode defender uma coisa que, comprovadamente, é útil para muito boa gente e funciona mais ou menos bem.

O sistema tem problemas que precisam de ser resolvidos ou atenuados. É também necessário dar às pessoas maior liberdade na decisão de como querem poupar para as suas reformas.

Mas eliminar uma coisa que funciona e é útil, só em nome da aplicação total e radical de princípios inflexíveis, é maluco.

Dúvida metódica

Migas on Quarta, 17/05/2006 - 10:04

O Ricardo sugere um sistema público que assegura protecção social para quem cair fora da estrutura económica. Por outras palavras, uma pensão mínima que assegura a dignidade de indivíduos que tenham um azar na vida ou que por qualquer razão sejam ou tenham sido "inempregáveis".

O Ricardo sugere também um sistema livre de pensões privadas, incremental ao de protecção mínima. Permitindo a cada indivíduo poupar da forma mais adequada face ao seu perfil de risco.

Depois disto o Luis diz "nem pensar!" e que isso seria voltar ao século XIX?! Isto parece um reflexo condicionado de quem acredita na bondade universal do estado e na incapacidade e estupidez dos indivíduos... Tem a certeza que é liberal, mesmo liberal-social? Não há aqui um extraordinário equívoco? Um erro de casting?

Retrato de Luís Lavoura

Não vi o Ricardo defender

Luís Lavoura on Quarta, 17/05/2006 - 10:38

Não vi o Ricardo defender neste post nenhum sistema que assegure uma proteção social mínima.

Não concordo com a eliminação do atual sistema de segurança social pois a experiência mostra que um nvel mínimo de poupança COMPULSIVA é necessário. Neste caso, poupança compulsiva para a reforma. Se a poupança não fosse compulsiva, muitas pessoa não poupariam nada em em breve teríamos metade da sociedade a receber a tal proteção social mínima.

Repare-se: quantos proprietários de apartamentos não têm seguro de incêndio - o qual até é obrigatório por lei? Quantos proprietários fazem poupanças para assegurar que têm dinheiro para enfrentar a necessidade de obras na sua casa? Quantos proprietários de automóveis não têm qualquer seguro para sua própria proteção em caso de acidente?

Estes exemplos mostram que, a certo nível, a poupança compulsiva é necessária.

Agora chamem-me não-liberal, se quiserem. Mas digo-vos: se o sistema de segurança social fosse abolido, metade das pessoas não pouparia um chavo para a sua reforma. Era essa, aliás, a situação no século 19, antes de a segurança social ser introduzida.

CAro Luís LAvoura,

Ricardo Francisco on Quarta, 17/05/2006 - 11:39

CAro Luís LAvoura,

Parece a malta da nossa esquerda saudosista...só lê o que lhe apetece.

Se ler...vê:

No curto prazo:

SEPARAR entre contribiução para a reforma E "safety net".

O que é que acha que é esta safety net???????????

No médio longo prazo

ELIMINAR a CSS destinada à reforma

Reparou que não proponho a eliminação para a "safety net"? Não reparou ou não quis reparar?????

Se me assumo como liberal, mas dando ao estado funções sociais, tem exactamente a ver com este ponto. O estado, à la Rawls, deve garantir esta rede de segurança, traduzida em subsídios de desemprego, invalidez, sobrevivência. NEstes pontos a princiapl questão, que não tem uma resposta simples, é a da eficiência e eficácia. Como gerir este sistema de segurança social mínimo, com o mínimo de desperdício originado pela gestão pública e com o máximo de eficácia aplicando a rede a quem está a caír e não a quem se quer acomodar ou enganar...

Retrato de Luís Lavoura

O Ricardo é que parece que

Luís Lavoura on Quarta, 17/05/2006 - 12:01

O Ricardo é que parece que só lê o que lhe apetece. Não leu a minha objeção contra a eliminação da atual Segurança Social compulsiva.

Se a pensão de reforma passasse a ser uma questão de poupanças meramente voluntárias, metade da população deixaria de poupar e, em breve, teríamos metade da população a viver da tal "safety net" mínima assegurada pelo Estado. O qual iria à falência com tantos cidadãos a viver à sua custa, como é evidente.

Pelo que escreve devo

Ricardo Francisco on Quarta, 17/05/2006 - 16:46

Pelo que escreve devo assumir que já encontrou aquilo que não encontrava escrito por mim em lado nenhum. Que de facto advogo a existência de uma rede de segurança mínima.

Agora, respondendo mais uma vez, embora já percebi que uma resposta deste tipo não lhe chega, volto a repetir. Um sistema compulsivo de contribuições que alimentam não a rede de segurança mas pensões de reforma full fledge assume o papel totalitarista do estado que tem como pressuposto que os indívidos não podem tomar as suas próprias decisões e que precisam do estado pai para as fazer por eles. Esta é a razão ideológica. A razão económica é a de que o estado não está vocacionado para ser uma instituição financeira. É pessimo gestor e os resultados estão à vista.

Por fim, e falando de vocações, não estou vocacionado para lhe dar aulas de nada, incluindo sobre economia. Não lhe vou fazer mais correcções porque me parece que nem está virado para assimilar conceitos básicos nem a sua estrutura ideológica o permite. É muito feio da minha parte, mas desisto. Pode ver isto como uma incompetência assumida, ou uma falta de tempo e disponibilidade considerando o benefício potencial.

Retrato de Luís Lavoura

Eliminar a pensão de

Luís Lavoura on Quarta, 17/05/2006 - 09:36

Eliminar a pensão de reforma, não!

Concordo com limitar as pensões de reforma a um teto máximo de, digamos, 1.500 euros por mês.

No entanto, eliminá-las de todo, deixando as reformas totalmente ao sabor das poupanças individuais, nem pensar!

Isso seria voltarmos ao século 19.

Com esses argumentos fiquei

Ricardo Francisco on Quarta, 17/05/2006 - 10:04

Com esses argumentos fiquei convencido...

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