Retrato de Luís Lavoura

A recente renovada investida dos Estados ocidentais contra o Irão surge no seguimento do anúncio por este país de que é agora capaz de fabricar pilhas de combustível nuclear para a sua central.

De facto, é este o busílis da questão: o fabrico das pilhas de combustível nuclear é uma tecnologia avançada, atualmente só ao dispôr de poucos países, que dispõem assim de um oligopólio sobre um importante produto de exportação. Todos os países que produzem energia nuclear estão à mercê de apenas uns poucos que sabem fabricar as pilhas de combustível. E essa é uma exportação rentável, numa época em que manter a liderança na exportação de produtos de alta tecnologia se torna cada vez mais difícil.

Por isso toda a irritação dos países ocidentais contra o Irão. Esse país relativamente pobre pode agora começar a produzir pilhas de combustível mais baratas e ameaçar o confortável oligopólio de que gozavam EUA, Rússia, França e poucos mais.

Agora, a União Europeia pretende que todos os países membros deixem de importar petróleo do Irão. Sofrerão todos os países - entre os quais Portugal - quanto mais não seja porque o preço do petróleo subirá, apenas para benefício de alguns, e da obsessão anti-iraniana de uns malucos.

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