Retrato de Luís Lavoura

Em 2001 os Estados Unidos da América (EUA) invadiram o Afeganistão para derrubar o regime fundamentalista islâmico que dominava esse país. Os EUA não tinham nada que se estar a imiscuir nos assuntos internos do Afeganistão mas podiam, pelo menos, argumentar em defesa da sua atuação com o ataque terrorista de que tinham sido alvo em setembro desse ano.

Agora a França, sem qualquer razão para alegar em sua defesa, resolveu imiscuir-se nos assuntos internos do Mali, enviando uma importante força militar para combater a insurgência islâmica no nordeste desse país - a qual insurgência nenhum mal tinha feito à França, nem se presumia que pudesse vir a fazer.

Eu estou em total desacordo com esta ação militar francesa. Nenhum país tem nada que ver com o regime político noutro país qualquer, nem deve através da força militar condicionar a evolução política de outro país. A ação militar francesa é tão condenável como a invasão do Afeganistão pela União Soviética em 1981, ou do Iraque pelos EUA em 2003.

(Tal como se esperaria, a eleição de François Hollande para presidente da França nada trouxe de novo à política desse país. É apenas vinho velho numa nova garrafa.)

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