Retrato de Luís Lavoura

Vi ontem na televisão, com estes olhos que a terra há de comer, o ministro da Defesa francês afirmar, sem se rir, que a intervenção da França no Mali era também em autodefesa, em defesa dos países vizinhos, porque, segundo afirmou, o Mali não fica assim tão longe da França.

Este inacreditável argumento fez-me lembrar quando, na década de 1980, Reagan financiava uma guerra por procuração contra a Nicarágua, explicando aos americanos que da Nicarágua ao Texas são apenas 2000 quilómetros, pelo que urgia desde já eliminar esse inimigo antes que ele pudesse invadir o Texas.

É tão triste ver a França fazer figuras que julgávamos reservadas aos EUA.

Teste.

Sérgio (não verificado) on Terça, 15/01/2013 - 13:53

Teste.

Acho que a França está apenas

Sérgio (não verificado) on Terça, 15/01/2013 - 13:52

Acho que a França está apenas a demonstrar que sabe bater. Não sei qual o equilibrio de forças na Europa, mas não me surpreenderia que isto fosse um pequeno recado para os vizinhos. É que á medida que a austeridade vai lavrando por essa europa fora, o impensável torna-se, bom, "pensável..."

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não

Luís Lavoura on Terça, 15/01/2013 - 14:31

O pior para essa tese é que já se viu bem, no caso da Líbia, que a capacidade da França ou do Reino Unido para baterem (sem a ajuda logística dos EUA) está bem debilitada.

E aqui no Mali a França vai receber ajuda (provavelmente apenas logística) da Alemanha e do Reino Unido, segundo já ouvi ontem.

De qualquer forma, bater num punhado de rebeldes africanos no meio de um deserto não é grande feito militar.

Bom, eles podem pensar que

Sérgio (não verificado) on Quarta, 16/01/2013 - 15:55

Bom, eles podem pensar que intimidam alguém ou coisa assim.
Ou será que o Mali tem petróleo ou diamantes?

Desta vez não é petróleo...

Luis Santos (não verificado) on Quarta, 16/01/2013 - 19:49

Fala-se por aí que a intervenção francesa foi motivada pela gestão da posse do urânio na zona.

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níger

Luís Lavoura on Quinta, 17/01/2013 - 10:09

Há urânio no Níger, não no Mali.

Mas essa tese não me parece credível. Não creio que a intervenção francesa no Mali tenha algo a ver com minas de urânio num país vizinho. Aliás, a intervenção francesa é apoiada (diplomaticamente) por muitos outros países europeus (Portugal inclusivé), que não precisam do urânio do Níger para nada.

Argélia?

Luis Santos (não verificado) on Segunda, 14/01/2013 - 20:09

Não é assim tão descabido quanto à primeira vista possa parecer, embora de facto lembre imenso o prelúdio das intervenções americanas no Iraque e Afeganistão.
Presumo que quando a França se refere ao Mali se esteja a referir às células terroristas argelinas que por lá andam que são anti-ocidentalização do Magrebe e que por extensão são também abertamente anti-Espanha e França. Mas presumo que se isto for a sério, mais justificações virão nos próximos dias.

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terroristas?

Luís Lavoura on Terça, 15/01/2013 - 10:37

às células terroristas

Eu gostaria de saber exatamente que terrorismo é que essa gente praticou.

Mesmo que tenha praticado, eu diria que o deve ter praticado no país deles e contra gente desse país. Não é nossa missão andarmos a combater terroristas que não atacam o nosso país.

Ou assim denominadas...

Luis Santos (não verificado) on Terça, 15/01/2013 - 20:23

Rapto de europeus, guerrilha contra polícia e militares e pouco mais. Mas ao que parece em questão estão outros grupos islâmicos (alguns com ligações a estas células) com pretensões a separatismo do Mali e Argélia, daí o pedido de ajuda militar vindo do governo maliense. Ou pelo menos assim reza a história que sai para o público.

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resposta

Luís Lavoura on Quarta, 16/01/2013 - 09:51

A guerrilha e o separatismo não são terrorismo, pelo menos quando dirigidos apenas contra militares e polícias. O rapto de pessoas pode ser considerado, na margem, como tal.

É normal que o governo maliano peça ajuda. O que não é admissível é que lha dêem. Nenhum país tem nada que ajudar outro a combater um separatismo que pode muito bem ser legítimo.

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