Retrato de Luís Lavoura

Contrariamente à generalidade dos comentadores, considero que a posição assumida pelo PSD e pelo CDS na Assembleia da República, ao votarem contra o texto proposto pelo PS a lamentar a condenação dos ativistas angolanos, foi correta. Não cabe ao Estado português, em particular à Assembleia da República, imiscuir-se nos assuntos internos de Angola. O Estado português não tem nada que ver com Angola ter ou deixar de ter presos políticos. O Estado português deve defender os interesses dos portugueses, não os interesses dos angolanos. O Estado português não tem por missão andar a fazer-se de missionário da democracia e/ou dos direitos humanos. Os missionários dessas coisas (ou de outras) são os cidadãos privados, não é o Estado. Os cidadãos portugueses, enquanto privados, têm todo o direito de pregar a Angola o respeito pelos direitos humanos e pela liberdade de expressão; o Estado português, pelo contrário, não tem nada que andar a fazer tal coisa. O Estado português deve manter-se caladinho em relação aos assuntos internos de Angola, não deve substituir-se aos cidadãos nessas coisas.

Está muito silencioso por aqui! Porque não deixar uma resposta?

  • As linhas e os parágrafos quebram automaticamente

Mais informação sobre as opções de formatação