Hoje a nossa função publica deu-me mais um banho de realidade.
Precisava de ir à segurança social e aproveitei para ir à loja do cidadão onde tudo é super-rapido... ou não...
Sabendo já de um grande atraso fui as 3:30 da tarde antes de ir visitar um cliente.
Assim tinha tempo para ir ao cliente voltar ao emprego, esperar pelas seis horas e voltar lá para ser atendido.
Qual não foi o meu espanto quando la cheguei e me disseram que já não davam mais senhas. Faltavam QUATRO HORAS para o encerramento, as 19:30 e já não davam mais senhas. Estamos em pleno Agosto, há pouca gente em Lisboa e eles têm uma fila de espera de mais de QUATRO HORAS e interrompem assim a distribuição de senhas.
Quando Portugal tem uma função pública de uma dimensão exorbitante, como é possivel que demorem tanto para nos atender?
A resposta que me deram foi: tem de vir amanhã o mais cedo possível. Concluem eles que eu não tenho mais nada que fazer, tenho como profissão ser cliente da função pública.
Isso porque Portugal vive inteiramente para a função publica.
Quando a grande fatia da riqueza gerada em Portugal é utilizada para alimentar o estado e a função publica, devemos concluir que todos estamos ao seu dispor e trabalhamos para esta.
Afinal não é a função publica que serve o país, é o país que serve a função publica.

Mas eu nem pedi segurança social nenhuma. Com os gastos que o nosso estado tem, com o tempo que nós perdemos de trabalho para tratar destes assunto e com a ineficiência do serviço como seria possível não termos uma segurança social falida?

Eu não quero ter segurança social, eu não quero ter mais um cartão na carteira, não quero mais um número para preencher, não quero tirar mais essa fotocopia, nem mais um assunto para ter que me chatear ocasionalmente.

Quero a liberdade de abdicar da segurança social.

Como mudar a SS

João Cruz (não verificado) on Sexta, 12/08/2005 - 14:18

Olá,
a função da Segurança Social está associada à Solidariedade Social na doença, deficiência ou velhice.
Em Portugal em termos informáticos fez-se 19 sistemas quase autónomos para tratar a informação da SS.
Na minha opinião:
- deverá ser o mesmo sistema/entidade a receber a contribuição do colaborador para a SS e IRS;
- desta forma, poupa-se recursos;
- assegura-se que não existe concorrência desleal entre as empresas que pagam e as que não pagam.

Sobre o sistema de reformas, penso que se chegou a um consenso que:
- tem que existir um tecto de contribuição, para existir um tecto nas reformas;
- que se tem que uniformizar as reformas no sector público, protegidas por interesses corporativos;
- tem que se aumentar a idade da reforma;
- não se deve desincentivar a reforma antecipada.

Quem beneficia com este caos é a geração que vai agora reformar-se ou que acabou por reformar-se, ou as corporações dos professores, militares, ou de outros institutos que têm grande facilidade de chegar aos media.

Eu sei que isto pode não ter a ver numa 1º análise com a burocracia, mas tem que ver no sentido em que a reforma não avança porque não se assume que vão existir prejudicados e que as gerações mais jovens serão mais prejudicadas à medida que a reforma se atrasa.

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