Retrato de Luís Lavoura

Enquanto os EUA e a Rússia se afadigam a tentar convocar uma conferência de paz para a Síria - conferência à qual o regime de Assad já se prontificou a comparecer, mas que é inútil, já que os variados grupos insurgentes não têm uma voz unificada que os represente - o Reino Unido, seja através do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, seja através das suas correias de transmissão na revista The Economist, afadiga-se desesperadamente a tentar que a União Europeia e os EUA alterem a sua decisão de não fornecer (muitas) armas aos rebeldes. Desesperadamente, digo eu, porque está a ficar bem claro que, dentro em breve e se nada fôr feito, os rebeldes serão reduzidos a grupos jihadistas maioritariamente constituídos por estrangeiros instalados apenas em áreas menos relevantes do país. O Reino Unido e a França estão a perder a guerra que adotaram, coisa com que só me posso congratular (*). Assim mantenha a União Europeia e os EUA a sua decisão de não intervirem aonde não têm nada que ver.

 

(*) O atual regime sírio, embora ditatorial, respeita a liberdade e o pluralismo religiosos, coisa que é da maior importância naquela zona do planeta, como se pode ver, por contraste, no vizinho Iraque. O derrube do atual regime sírio corresponderia com toda a probabilidade a um retrocesso fantástico em matéria de direitos das mulheres e de direitos das minorias religiosas. Nada que preocupe o Reino Unido nem a França, está-se a ver.

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