Retrato de Luís Lavoura

O New York Times fala-nos do caso de um homem de 77 anos de idade que vive com mais 11 pessoas, presumivelmente tão idosas quanto ele, numa aldeia de Portugal sujeita a frequentes incêndios. Diz-nos que esse homem já não tem capacidade física para roçar a vegetação que cresce em redor da aldeia, nem os habitantes da aldeia têm dinheiro para pagar a quem o faça (o homem em questão sobrevive com uma pensão de 200 euros mensais).

Eu digo: se esta aldeia não tem a capacidade, por falta de força física e de dinheiro, de assegurar a sua segurança face aos incêndios, não é obrigação da Câmara Municipal (neste caso, a de Oleiros) intervir, riscando esta aldeia do mapa - forçando os seus 12 habitantes a irem viver para outro sítio, provavelmente para a vila, oferecendo-lhes, se necessário fôr, habitações?

Que sentido tem continuarmos a gastar dinheiro a proteger esta aldeia de incêndios, quando os habitantes da própria aldeia não têm a capacidade (por falta de dinheiro e de força física) de tomarem as medidas de precaução mais simples, limpando os terrenos em redor da aldeia?

Será que os bombeiros terão que continuar a gastar as suas limitadas capacidades a proteger aldeias indefensáveis, enuanto deixam toda a floresta à volta arder, até que todos os seus habitantes morram?

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