Retrato de Luís Lavoura

A União Europeia (UE) diz-se muito interessada em combater os grupos supostamente criminosos que supostamente traficam refugiados sírios da Turquia para as ilhas gregas. Para esse combate, a UE utiliza os mesmos métodos que no combate ao narcotráfico: coloca navios no mar entre a Grécia e a Turquia. O combate está a ser, como está à vista de todos, ignominiosamente perdido.

Se a UE estivesse verdadeiramente interessada em combater o tráfico de pessoas e em acabar com a tragédia assassina que ocorre no mar Egeu, faria uma coisa muito simples: abriria a fronteira terrestre entre a Bulgária e a Grécia (países da UE) e a Turquia. Diria aos sírios que podem (e devem) tentar entrar na UE por terra e não por mar. Os sírios deixariam de ter que gastar os seus preciosos dólares para pagar para fazer a perigosa travessia marítima. Os migrantes apresentar-se-iam diretamente na fronteira da UE, na qual poderiam, logo ali, saber se tinham hipótese de receber asilo ou não.

Mas, é claro, a UE não está interessada em fazer isto. Para a UE, este perigoso jogo dos sírios com a morte e com os traficantes pode perfeitamente prosseguir.

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