Retrato de Luís Lavoura

É totalmente imprópria a interferência que a União Europeia está a ter nos processos de eventual independência da Escócia e da Catalunha, tratando a futura pertença desses países à União como se de novos aderentes se tratasse.

Como é evidente, um processo de independência é gradual, sendo que nos estágios iniciais continuam a vigorar no novo país as leis do anterior e só gradualmente se constitui um novo corpo legal. Pelo que, não haverá problemas em que a Escócia e a Catalunha, se acederem à independência, mantenham em vigor todas as leis relevantes para que satisfaçam os requisitos de pertença à União.

Desta forma, a recusa apriorística que os responsáveis comunitários - recentemente o presidente da Comissão Europeia, ao qual não sei quem encomendou o sermão - estão a fazer de receber a Escócia e a Catalunha na União mais não parece do que biscates feitos ao Reino Unido e ao Estado espanhol.

A União Europeia, sempre tão pronta a absorver novos países e a associar-se com mais países a Leste, deveria ter a mesma postura abrangente a Oeste.

Neste como noutros casos, a União Europeia anda a fazer figuras lamentáveis.

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