O blogue de Inês Branco

The Great Shame

Passa-se com as mulheres do exército americano.
É para que saibamos que estas coisas existem.
Afinal, quem é o inimigo?

Agora que a poeira já assentou, coloco aqui o excerto de uma intervenção para o programa Vidas Alternativas, em que dou a minha opinião sobre o caso da aluna, da professora e do telemóvel. Não me pronuncio sobre as atitudes da aluna e da professora, mas sim sobre o papel dos meios de comunicação social neste caso.


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Há muito tempo que aqui não escrevo, mas venho quebrar o meu silêncio para chamar a atenção para um dos principais flagelos humanos, o tráfico de pessoas.
É difícil falar sobre o assunto, porque os números só por si já são bastante chocantes. 2,5 milhões de pessoas são traficadas e destas 95% são vítimas de violência física e sexual, sendo que 1,2 milhões são menores.
Como é que é possível? 2,5 milhões de pessoas não se tornam invisíveis de repente.

Notícia 1
Notícia 2

José Almeida é o presidente da JEF. Falámos, durante dez minutos, sobre o referendo ao Tratado Reformador.


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IB: Como surgiu esta ideia de criar um grupo do MLS em Tomar?

AS: Surge da reflexão do MLS acerca da política local. O MLS, até agora, não tinha nenhuma acção a nível local, nenhuma concelhia, nenhum grupo local. Na altura em se discutiu isto, achei que o concelho de Tomar, por ser de onde venho e por achar que é um concelho subaproveitado, propus à direcção do MLS que este fosse o concelho escolhido para arrancarmos com um projecto-piloto de política local.

IB: Como te juntaste ao MLS e porquê este interesse pela política?

AS: Estou a acabar o mestrado em Política Social e das Organizações e desenvolvo um estágio académico em Lisboa. Reparto o tempo entre Lisboa e Tomar. Conheci o MLS na imprensa nacional, através de um artigo no “Público”.

IB: O grupo de Tomar foi criado há quanto tempo?

AS: Foi criado em Junho deste ano. Estamos na fase de cativar pessoas para a equipa, a ouvir a população para saber quais são os problemas e a consultar dados estatísticos e demográficos. Nesta fase, o mais importante é construir uma equipa. A partir de Janeiro de 2008 começaremos a trabalhar num programa político.

IB: Quem é essa equipa?

AS: Temos aqueles que são ou vêm a ser membros do MLS e aqueles que são independentes, mas que querem colaborar neste projecto e que se identificam com uma política local liberal. São pessoas de Tomar, pois se queremos fazer uma lista e partir para eleições, essas pessoas terão de estar recenseadas no concelho de Tomar para poderem ser eleitas.

IB: Quando o MLS se propuser a eleições em Tomar, serás tu o candidato. Quais são os teus projectos de vida e qual uma boa proposta do MLS em Tomar?

AS: Sou eu quem está a liderar o grupo e deverei continuar durante algum tempo, no entanto, não temos um candidato definido. Estou disponível para isso. A equipa ainda está em construção, muita coisa ainda vai ser discutida.

Estou em Lisboa, mas a minha residência oficial é em Tomar. Quero manter a minha ligação ao concelho. Vou dividindo a minha vida entre Lisboa e Tomar. Hoje isto está muito facilitado com as novas tecnologias. Consigo ter informação política de Tomar quase em tempo real e julgo que não seja indispensável a minha presença lá.

IB: Como conhecedor da região de Tomar, o que pensas que o MLS poderá dar a Tomar que Tomar não tenha já ou que outros partidos não possam vir a dar?

AS: Tomar tem um potencial enorme. Tem excelentes acessibilidades, um património histórico-cultural incrível, mas está muito subdesenvolvido. Isto tem partido das políticas muito conservadoras que têm existido nos últimos anos.

IB: No que é que se caracteriza esse subdesenvolvimento?

AS: Verifica-se que na zona de Tomar existem concelhos com franco desenvolvimento, como Torres Novas, Ourém, Abrantes e Entroncamento, tanto em sentido económico, como social. Enquanto Tomar tem estado estagnado e até tem tido algum retrocesso. Na mesma medida que vão abrindo novas empresas nos concelhos limítrofes, em Tomar as empresas vão fechando. Cada vez há menos emprego qualificado em Tomar e o de baixa qualificação já está a desaparecer. A população está a ficar muito envelhecida e isto é particularmente grave, porque não se deve à saída de pessoas para ir para Lisboa, Porto ou Coimbra, mas sim para os concelhos vizinhos. Aí têm acesso a mais cultura, a melhores empregos.

IB: O que deu origem a essa paragem no desenvolvimento?

AS: O retrocesso começou no 25 de Abril. Antes disto, era um pólo industrial de importância no nosso país. A partir dali houve um “abanão”, tal como em outras partes do país e parece-me que Tomar não soube recomeçar. Ainda andamos a viver a ressaca do 25 de Abril. A cidade está muito fechada a novos investimentos, a novas pessoas, a novos projectos. Há uma super-protecção dos poderes instalados, quer económicos, quer sociais. É extremamente difícil uma média ou grande empresa entrar na economia tomarense. E isto é culpa das políticas que se têm tomado. Os projectos são boicotados não pelas pessoas que estão a vender os terrenos, mas pela Câmara Municipal, que ou não passa os alvarás ou não dá autorizações para que as empresas se instalem no concelho.

IB: Nos últimos 30 anos já passaram vários partidos pela Câmara. Todos adoptam essa política?

AS: É um fenómeno interessante, mas infeliz. Tal como na política nacional, a Câmara vai alternando entre PS e PSD, mas as políticas são muito parecidas.

IB: Não há uma alternativa?

AS: Creio que não. Os partidos, mesmo os outros, têm as mesmas pessoas desde há 10 ou 15 anos. São sempre as mesmas ideias. Por isso parece que ainda vivemos há 10 ou 15 anos atrás. Não há inovação, querer andar para a frente. Contribuem todos para esta situação.

IB: O que pensas dar a Tomar que Tomar não tenha?

AS: A estratégia do MLS terá de passar sempre por três vertentes: económica, social e ambiental.

Na vertente social, falo do património histórico-cultural. Medidas tão simples como em vez de promovermos o turismo junto do público, promovê-lo junto dos operadores turísticos. Se tivermos operadores turísticos a operar em Tomar vamos ter muito mais turismo.

IB: Mas o desenvolvimento de Tomar não passa só pelo turismo.

AS: A mesma coisa acontece em termos económicos. Não existe uma marca que venda Tomar às empresas. É tão simples como criar uma marca “Tomar Investir”. Tomar tem de ser promovido junto dos empresários e mesmo das pessoas da terra. O investimento não tem de vir de fora.

IB: Haverá algum tipo de apoio que exista nos concelhos limítrofes e que não exista em Tomar?

AS: A primeira razão para isto acontecer é o facto de nos concelhos vizinhos não haver forças de bloqueio tão fortes.

IB: Essas forças são quem?

AS: Parte claramente da Câmara e dos partidos representados na autarquia.

IB: Pensas que existe um interesse no bloqueio do desenvolvimento de Tomar?

AS: Em Tomar temos muito pequeno comércio e existe um grande “lobby” do pequeno comércio. Os autarcas não querem proteger o que é seu, querem proteger aquele “lobby”. Querem proteger o comércio tradicional a todo o custo, ainda que as pessoas vão fazer compras ao lado.

IB: Não se está a abrir as portas a outro tipo de investimento, que geraria muito mais emprego?

AS: Mesmo esse comércio, se entrassem novas empresas no panorama económico de Tomar, também se iria desenvolver. Julgo que se poderia criar um gabinete de apoio ao desenvolvimento.

IB: E se um cidadão de Tomar quiser colaborar contigo?

AS: Pode entrar em contacto comigo ou com a concelhia. Mesmo que não seja para dar a cara, é importante que as pessoas participem e dêem a sua opinião. É importante que as pessoas não vivam à margem do que se passa.

IB: Para Tomar há alguma acção prevista?

AS: Está a ser preparada uma apresentação pública, tanto do MLS, como do MLS Tomar.

Para aceder a mais informação sobre o MLS Tomar, poderá consultar o blog.

Foi ontem aprovada pela Assembleia-Geral da ONU uma resolução impulsionada pela União Europeia (UE) que, pela primeira vez, exorta à declaração de uma moratória internacional na aplicação da pena de morte.

Ver notícia completa aqui.

A este respeito acho importante relembrar que a Polónia queria reabrir o debate sobre o restabelecimento da pena de morte na Europa. Na Polónia a pena de morte só foi abolida em 1997, tendo este país
inviabilizado a criação do Dia Europeu Contra a Pena de Morte

É curioso pensar nisto, depois de um cidadão polaco ter sido morto no Canadá, electrocutado pela própria polícia, que deveria saber que duas descargas de 50.000 volts matam mesmo e, antes de matarem, torturam.

"Tasers, powerful electrical weapons used by law enforcement agencies in, among other countries, the USA are designed to incapacitate by conducting 50,000 volts of electricity into a suspect. The pistol shaped weapons use compressed nitrogen gas to fire sharp darts up to 21 feet [7 m]. The darts can penetrate up to two inches [5 cm] of clothing. Electricity is then conducted down wires connecting the darts and the taser gun. The electrical pulses induce skeletal muscle spasms immobilising and incapacitating a suspect and causing them to fall to the ground. They may also be used, in "drive stun" mode, as a close up stun weapon. The "drive stun" is specifically designed for pain compliance.(4)", segundo definição utilizada pela Amnistia Internacional.

Artigo Reuters

O que dizer disto?

As palavras da Aministia Internacional (AI) são:

AMNESTY INTERNATIONAL

Public Statement

AI Index: AMR 20/003/2007 (Public)
News Service No: 110
14 June 2007

Canada: Amnesty International concerned about use of tasers
Amnesty International continues to be concerned about the use of tasers – dart-firing electro-shock weapons -- by law enforcement officers.

In a recently released report, Amnesty International outlines how the use of tasers by law enforcement officers in Canada raises a number of concerns. The first is the more serious, but less widespread incidence of death following taser use, while the second is the pervasive inappropriate use of the weapon.

The organization is concerned that police officers are using the weapon in ways which may be harmful or exacerbate dangers from other restraints. In the fifteen month period from May 2005 to August 2006, six individuals died after being shocked with a taser. All of the six men were shocked multiple times with the weapon and all but one of the men was subjected to multiple force techniques, including shocks, pepper spray, physical force and restraint holds.

This is despite a warning contained in a report by the Canadian Association of Chiefs of Police in 2005 that “police officers need to be aware of the adverse effects of multiple, consecutive cycles” of a “Conductive Energy Device (CED)”.

While coroners in Canada have not listed taser shocks as a cause of death or a contributory factor in any of the fifteen deaths recorded since 2001, Amnesty International believes a link between deaths and taser shocks cannot be ruled out. In the USA, coroners have listed the taser in autopsy reports as a contributory factor in more than 30 deaths in recent years.

The report presents Amnesty International’s assessment that tasers are not being used appropriately by police officers in Canada. The cases included in the report -- such as the use of the weapon to rouse an unconscious man -- indicate that tasers are being used too readily by law enforcement officers and too low down the use-of-force scale and not as a weapon of last resort. The evidence presented suggests that taser use in Canada falls far short of meeting international standards, which among other things stipulate that force should be used only as a last resort and that the amount of force must be proportionate to the threat encountered and designed to minimize damage and injury.

Amnesty International maintains its position that the use of stun guns by law-enforcement officials anywhere should be suspended until a thorough, impartial and independent investigation into the medical and other effects of the weapon. The report ends with a series of detailed recommendations on safer use of the taser for those police departments who continue to use the weapon.

Ainda, segundo a AI:

"Since June 2001, more than 150 people have died in the USA after being shocked by a taser. Of those deaths, 85 have occurred in the USA since Amnesty International released its report (in November 2004) calling for a suspension on the use and transfer of these weapons".

Relatório Completo

Esta entrevista foi realizada na 6ª Assembleia Geral do MLS, a dois dos membros que apresentaram moções. Primeiro, Miguel Duarte faz um resumo da sua moção sobre empreendorismo e, de seguida, Luís Humberto Teixeira apresenta a sua moção sobre o processo eleitoral.


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Sobre a moção apresentada por Luís Humberto Teixeira, poderá obter mais informações na entrevista realizada em Março deste ano: Entrevista com Luís Humberto Teixeira sobre os eleitores fantasma

Esta entrevista foi gravada durante a 6ª AG a alguns membros da Juventude Liberal Social.


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