O blogue de Hugo Garcia

A língua tem uma evolução própria.
Sem essa evolução, a comunicação não teria evoluido, nem a ciência, nem a nossa compreensão de nós próprios ou do mundo que nos rodeia.

Apesar disto há sempre uns puristas que fazem uma guerra constante para evitar que a língua evolua.

O problema mais comum na evolução da linguagem é a incorporação de novas palavras que surgem de línguas estrangeiras como é o exemplo da palavra "site" oriunda da língua inglesa.

A primeira solução que se ouve é deixar a palavra exactamente como está na sua língua original. Mas temos que ter em consideração a forma como as futuras crianças vão aprender a língua Portuguesa. Se a nossa língua tiver muitas palavras estrangeiras vão ter dificuldades a aprender a ler, pois umas vezes "a" lê-se "a" e outras vezes lê-se "ái".

Outra solução que se aponta é a utilização de uma palavra já conhecida como "sítio".
Não há nada mais confuso do que utilizar uma palavra que não tem nada de semelhante com aquela que todos conhecemos. Para além disso se estivermos sempre a utilizar palavras já existentes na nossa língua ficamos com muitas palavras de significados diferentes com a mesma raíz.
Um exemplo em que isso acontece é a quantidade de palavras com raiz em "comum": comunicação, comunismo, comunhão, etc.

O ideal para adaptarmos uma palavra estrangeira à lingua Portuguesa de forma a ter uma aprendizagem fácil hoje e no futuro é manter a fonética e alterar o grafismo. No caso da palavra "site" passaremos a utilizar "sáite".
Para quem lê a sua compreensão é imediata, para quem ouve não existe qualquer dificuldade, não representará um esforço acrescido para as gerações futuras e tem ainda o efeito futuro de ter um ponto de ligação com a mesma palavra em outras línguas.

Hoje em dia já se começa a tornar óbvio que a tendência é existir apenas uma língua dominante que provavelmente terá expressões de várias línguas mas com uma grande predominância da língua inglesa.
Contudo, notem que o inglês que se fala pelo mundo fora não é o inglês de Inglaterra, mas também não é o inglês americano. É um inglês simplificado e que vai ficando homogeneizado pela sua difusão e utilização global.

Mas enquanto não chegamos a esse ponto vamos tendo vários pontos de ligação, várias palavras comuns na sua fonética. Desta forma aprender uma língua será principalmente aprender a forma como se escreve e consequentemente muito mais simples .

A evolução da linguagem também é uma forma de liberdade.

Caro leitor,

É da maior importância para mim como para outros membros do movimento liberal social deixar claro que recusamos qualquer medida política como tortura por parte de um estado dito democrático.

É política deste blog deixar que cada membro tenha liberdade de expressão e diga o que pensa, o que sente ou que lhe "apetece". É nos sempre complicado definir onde acaba a liberdade de uns e começa a liberdade dos outros.

Assim sendo em esclarecimento de quaisquer posts ou comentários que tenham aparecido ou que venham a aparecer neste blog, deixamos aqui claro que o Movimento Liberal Social repudia:

- Pena de morte;
- Qualquer atentado aos Direitos Humanos;
- Práticas de tortura seja a terroristas ou inocentes;
- Levantamento precoce da presunção de inocência;
- utilização da guerra para resolver conflitos que poderiam ser resolvidos de outra forma;
- utilização excessiva de ofensiva militar sob o pretexto da legítima defesa;

O Movimento Liberal Social quer ainda deixar claro o seu descontentamento com a administração Bush, com as políticas que ao cabo de décadas têm sido levadas a cabo pelos governos republicanos e pela família Bush em particular.

Somos também contra teocracias e consideramos que o Estado deve manter uma separação total e clara da religião, não querendo com isto proibir a religião de ninguém.
Sonhamos com o dia em que o discurso dos maiores líderes políticos não termina com "god is on our side".

Dito isto, esperamos que quaisquer devaneios mais extremistas que apareçam por aqui de membros ou não membros, sejam entendidos como tal e não como perspectivas do Movimento Liberal Social

Agradecemos a sua tolerância, compreensão e respeito pelas ideias dos outros (por mais inaceitáveis que possam ser para nós)

Discussão de moções
Sexta-feira -1 de Setembro – 20h00
Saldanha Residence

Encontro Liberal Social (recomendado a todos os não-membros)
Sábado – 9 de Setembro - 20h00
Saldanha Residence

Discussão de moções
Sexta – 15 de Setembro – 20h00
Saldanha Residence

Discussão de moções
Sexta- 22 de Setembro – 20h00
Saldanha Residence

Assembleia Geral – (reunião semestral onde são votadas todas as questões fundamentais)
30 de Setembro e 1 de Outubro
Sábado e Domingo
Local a confirmar

A tua presença assim como a tua participação são importantes.
Contamos contigo.

Centenas de pessoas tinham o hábito de ir diariamente de carro até à estação de Oeiras e apanhar o comboio.
Eram centenas de pessoas que todos os dias evitavam levar os carros para Lisboa, uns por uma questão de tempo, outros por dinheiro, outros pelo ambiente.
Agora na zona à volta da estação de Oeiras colocaram parquímetros impedindo essas pessoas de o fazer. A maioria deles vive demasiado longe da estação e demora mais de meia hora para chegar à estação de transportes públicos. A acrescentar a isso apanham mais chuva,têm de utilizar maus caminhos e à noite tem de utilizar caminhos desaconselhados.

É óbvio que todos esse cidadãos vão começar a ir para Lisboa de carro. Isto implica que vamos ter elevados custos a níveis ambientais, a CP vai perder rentabilidade, o trânsito para Lisboa vai aumentar gastando o tempo valioso de muitos trabalhadores e existe um novo custo para as famílias em Oeiras.

Curiosamente em frente à câmara de Oeiras existem vários lugares reservados que não necessitam de pagar parquímetro.

Claro que tudo isto foi feito em Agosto, enquanto os trabalhadores estão de férias e ainda estamos muito longe das eleições.

Numa visita à Holanda há uns meses atrás, apercebi-me que sob a capa de um suposto liberalismo esconde-se por vezes uma total indiferença.

Para enquadrar deixem-me explicar que o “típico” Holandês odeia prostituição, drogas, aborto, etc mas não quer proibir nada. Assume a postura do “queres te matar, força”.
Eu não discordo desta postura mas é aqui que, pela tolerância, começa a indiferença.

O problema surgiu quando o desafio foi a imigração e os Holandeses continuaram a dizer “não proibimos, faz para aí, mas eu não quero ter nada a ver com isso”.
Fechar os olhos foi mais fácil.

Em pouco tempo começou a surgir uma segregação. As várias comunidades começaram a isolar-se em guetos sem se misturarem com os outros holandeses. Surgindo assim um novo conceito dos países desenvolvidos: O apartheid espontâneo.
Na boa prática dos Holandeses continuou a não existir interferência.

Mas apesar do silêncio, a raiva começava a crescer dentro de cada indivíduo, ocultada por um silêncio politicamente correcto.
Deu-se início a uma guerra fria urbana, que não usa armas nucleares, mas que já levou a assassinatos e à queda de um governo.

Esta é a minha resposta à pergunta do Miguel Duarte no último post.
Liberalismo e tolerância não são, nem podem ser, um fechar de olhos. É preciso evoluir para um conceito de compreensão, análise de necessidades, integração e respeito.

Na Holanda já aprenderam a lição e iniciaram programas de integração através da distribuição geogáfica.
Mas será que na Europa já aprendemos a lição ou vamos repetir o mesmo erro em todos os países?

No próximo fim de semana, dias 6 e 7 de Maio vai decorrer no Centro Comercial Colombo uma recolha de alimentos para ajudar quem mais precisa.

Quem quiser colaborar pode fazê-lo num turno de 3 horas.
Para tal só terá de contactar o Bruno Neves através do número 919207225.

Colaborem

Nota: não existe qualquer ligação entre o Banco Alimentar e o Movimento Liberal Social. Este post apenas pretende dar apoio através da divulgação.

Qualquer economista político depara-se principalmente com a seguinte pergunta: Como conjugar aumento do total da riqueza com distribuição da riqueza?

Este dilema também conhecido como conflito eficiência/ equidade já deu para escrever uma série de livros sobre como promover um ou outro, mas na verdade a sua matriz é bastante simples de entender. Algumas políticas económicas conduzem a maior crescimento da riqueza total da população, outras políticas económicas tendem para uma mehor distribuição dessa riqueza.

Se o leitor está a pensar neste momento que os neo-liberais inclinam-se mais para a eficiência enquanto os comunistas estão no extremo da equidade, então posso dizer que já percebeu o fundamental. Naturalmente a maioria das pessoas fica num ponto intermédio, mas geralmente não calculamos esse ponto intermédio de forma matemática ou lógica mas sim baseando-nos em conceitos abstractos de justiça e sociedade.

Para completarmos este puzzle vamos necessitar de mais três conceitos.
O primeiro é o de riqueza, que neste caso significa poder de compra. Ou seja, o indivíduo que ganha 5000 Euros por mês e não poupa nada é mais rico que um desempregado com poupanças de 15 000 Euros que não os pode gastar. Assim como é mais rico do que alguém que foi abandonado numa ilha deserta com uma fortuna nos braços.

O segundo é o de crescimento económico que é facilmente distinguível de riqueza ou desenvolvimento económico. Por exemplos, os novos países da União Europeia têm elevadas taxas de crescimento, mas são mais pobres que a maioria dos países da mesma. As políticas viradas para a eficiência refletem-se no crecimento económico e não no nível de riqueza, embora, acabe por conduzir a esse como é óbvio.

Por último falta acrescentar a noção de salário médio(em bens), que indica o nível de riqueza. Não nos diz se o país é desenvolvido em qualidade de vida ou Direitos Humanos, nem nos diz se existe justiça social. Apenas nos diz se existe riqueza. Para sabermos sobre a distribuição da riqueza teríamos de calcular o desvio padrão ou outra função semelhante.

Juntando tudo o que temos acima concluí-se que:
Para distribuir uma quantidade aceitável de riqueza primeiro é necessário ter um total aceitável da mesma.
Para se ter riqueza primeiro é necessário ter crescimento económico.
Para se ter crescimento económico são necessárias medidas orientadas para a eficiência.
Só depois de tudo isto, quando atingirmos um nível de riqueza ou salário médio elevado é que nos podemos focar em mais políticas de distribuição.

Pois bem - Portugal mantém o mesmo poder de compra de há 10 anos atrás. Temos um salário médio abaixo da Polónia (só por exemplo).

E ainda assim continuamos a ouvir que são necessárias mais políticas de distribuição?
Mas o que é que vai sobrar para distribuir?

Em Portugal é proibido fazer publicidade a escritórios de advogados.
Existem leis muito restritivas que permitem pouco mais do que um cartaz no edifício.

O argumento apresentado é que a classe dos advogados goza de uma seriedade que se poderia perder com essa publicidade.
Pessoalmente, vejo duas falhas nessa argumentação.
A primeira tem a ver com a seriedade. Se alguma profissão merecia realmente esse estatuto seria a dos professores desde o pré-escolar até ao secundário, mas esses andam pelas ruas da amargura. Assim fico sem perceber porque a importância de manter esse estatuto para os advogados.
A segunda tem a ver com o exemplo americano que geralmente os defensores desta lei dão. Nos E.U. é comum encontrarmos advogados nos hospitais a dizer a todas as vítimas de acidentes " podes processá-los e ganhar muito dinheiro".
É verdade que nós não queremos que isto aconteça, mas existe uma grande diferença entre Publicidade e Marketing Directo. Na verdade, um não tem nada em comum com o outro.

Publicidade designa apenas a comunicação feita através dos mass-media como TV, Radio, Imprensa, Outdoors e poderemos considerar também Internet (desde que despersonalizada).
Marketing Directo tem a ver com o contacto personalizado. Fará todo o sentido que o marketing directo continue a ser proibido, embora seja a estes que a maioria dos advogados recorre na situação actual.
Fará também todo o sentido que se coloquem proibições ao incentivo para processar. Seria indesejável para toda a sociedade que os advogados começassem a incentivar os seus clientes para processar alguém.

Na verdade esta discussão não é nova em Portugal. Há uns anos atrás ocorreu a mesma discussão para os bancos. Quando surgiu o banco Nova Rede, as regras do Marketing dos bancos alterou completamente. De início, muitos se queixaram que os bancos iam perder a seriedade e eficiência e uma série de outros argumentos que depois não se verificaram.
O que aconteceu foi que os bancos tornaram-se muito mais próximos dos seus clientes, criaram uma série de novos serviços, tornaram-se mais rápidos e preocuparam-se com a satisfação dos clientes. É uma pequena maravilha chamada concorrência. Já para não falar da quantidade enorme de empregos criados dentro e fora dos bancos.

Voltando ao caso dos escritórios de advogados temos de ver quem tem a ganhar e a perder com esta alteração:
Os pequenos escritórios de advogados, se forem bons, têm tudo a ganhar, pois têm uma hipótese mais justa de concorrer.
Os clientes têm tudo a ganhar pois têm mais conhecimento dos serviços podendo assim recorrer ao advogado que mais lhes convém ganhando ainda poder de negociação aos factores preço e tempo.
Os estudantes de direito ganham mais possibilidades de chegar a um bom escritório, devido ao efeito concorrência e ao crescimento de pequenos escritórios.
Já na área da publicidade, passa a existir muito mais procura o que implica mais empregos e mais desenvolvimento económico para toda a sociedade.
Os únicos que saem a perder são os grandes escritórios que hoje têm clientes sem ter de passar pela peneira da concorrência. Pois são exactamente estes advogados que conseguem fazer a pressão para que não se altere esta lei.

Resumindo a alteração desta lei significa mais concorrência, mais eficiência e mais emprego.

Durante estes últimos anos tenho andado à procura de uma definição do que é o liberalismo.
Não procuro propriamente uma definição dos livros de ciência política mas sim de um denominador comum.

A verdade é que todos gostamos de Liberdade, sejamos liberais, socialistas, comunistas ou conservadores. Por isso necessitamos de algo mais preciso para definir Liberalismo.
O problema deriva da existência de uma diversidade de ideologias denominadas por Liberalismo. Tudo começou com a designação do "Laissez Faire", mas esta já está extremamente desactualizada.
Hoje entre os liberais encontramos os Liberais Social, os Liberais Conservadores, os Neo-Liberais e uma série de outros tipos de liberais. O problema é que todos eles são liberais no sentido em que defendem a liberdade e não existe nenhuma forma de se ser um liberal puro.
É impossível definir uma forma de liberalismo puro, pois quando damos liberdade a um estamos a tirar liberdade a outro.

O que distingue então a forma de pensar de um Liberal de todos os outros?
O denominador comum que encontro consiste nesta importância dada à cenoura e ao chicote. A metáfora da cenoura e do chicote representa a recompensa e o castigo. O liberal acredita que todos temos de lutar por aquilo que queremos e que assim é que deve ser.
Os liberais, sejam eles socias, neo-liberais, conservadores ou outros, defendem que qualquer sistema onde tudo nos seja dado ou tirado à partida é uma artificialidade que destrói o espírito humano.
Contudo deve existir uma certa naturalidade nesta cenoura e no chicote.
O Socialista geralmente é aquele que acredita que as cenouras devem ser dadas a todos. As cenouras devem ser grátis e que toda a gente merece cenouras. Contudo o mesmo socialista gosta de empunhar um grande chicote para todos aqueles que comem demasiadas cenouras e para os que comem as cenouras que não eram deles ou que simplesmente deviam ter dado a quem ainda não tinha.

Nós, os liberais, acreditamos que temos de lutar por aquilo que queremos e quando alguém nos dá o nosso objectivo está, na verdade, a roubar-nos a nossa força para lá chegarmos.

A adesão da Turquia à União Europeia é de uma importância estratégica enorme para a Paz Mundial.

Da forma que as relações internacionais nos últimos anos se têm revelado é possível que nunca se encontre a tão prometida Paz Mundia.
Isto porque de um lado temos a União Europeia, de outro os Estados Unidos, de outro os países Árabes, etc.
E enquanto estes grupos vão existindo separados pela cultura, a eminência de guerras internacionais ou a possibilidade de uma 3ª Guerra Mundial vai crescendo.

Paz e Democracia são palavras que apenas podem coexistir com globalização e aproximação dos povos.

A entrada da Turquia para a União Europeia seria um dos maiores passos da história da Humanidade no caminho para a paz Mundial.
Ao permitir que a Turquia se tranformasse num país "Europeu" colaborando para o seu desenvolvimento como um país livre e democrático estaríamos a dar uma lição ao mundo inteiro de como o Islamismo pode existir de forma democrática, pacífica e livre.

Todos aqueles grupos fanáticos que nos habituámos a odiar e temer perderiam imensa força, pois os povos Islâmicos teriam a partir daí um sonho de paz e desenvolvimento, retirando-lhes todo o apoio.

A pergunta que se depara perante nós é se queremos contruir uma "parede" ou se queremos construir uma "porta".

Formulando a mesma pergunta de outra forma: o que é a União Europeia? Uma enorme muralha que mantém os previligiados dentro e os rejeitados fora ou é um sonho de Paz, Democracia e Liberdade que permite entrar todos aqueles que partilham esse sonho?

A Turquia deve entrar para a União Europeia. Deveríamos tambem convidar a entrar países como o Canadá e a Costa Rica, pelos seus modelos de desenvolvimento.

Nota: Esta é uma opinião pessoal e não a posição oficial do MLS.