O blogue de Hugo Garcia

" Se a saúde é tendencialmente gratuita porque é que os médicos andam de Ferrari? "

Será natural para qualquer pessoa que um bom empregado com grandes qualificações que faz um trabalho muito necessário e que poucos sabem fazer receba um salário elevado na mesma empresa onde um empregado com qualificações mais baixas, menos trabalhador e menos produtivo receba um salário mais baixo.

Da mesma forma um país que oferece grandes condições aos seus habitantes, às suas empresas e aos seus trabalhadores pode cobrar impostos mais elevados do que um país que apresenta condições mais precárias.

Não faz qualquer sentido que um país como a Dinamarca cobre o mesmo nível de impostos que um país como Angola. Não porque a Dinamarca seja melhor, mas sim porque oferece uma série de condições que funcionam como uma vantagem concorrencial. Angola para compensar essas diferenças tem de descer o seu nível de impostos para que consiga atrair empresas, investimento e trabalhadores qualificados.

Desta forma se construirmos um gráfico onde no eixo das ordenadas temos o IDH e no das abcissas temos o nível de impostos, e cada país é representado por um ponto, então devemos obter uma nuvem de pontos oblíqua crescente. Sabemos que isso não acontece, mas apenas por decisões dos dirigentes que estão mais relacionadas com doutrinas e corrupção do que propriamente com análises pragmáticas.

Um país que assuma a decisão de manter o nível de impostos demasiado elevado (decisão típica de esquerda) erra porque afasta o investimento e os profissionais muito qualificados acabando por receber no total menos impostos.

Um país que assuma a decisão de manter o nível de impostos baixos (decisão típica da direita e dos liberais de direita) erra porque nunca consegue financiar uma melhoria qualitativa dos seus serviços e ainda que consiga crescer muito económicamente não consegue desenvolver as suas infra-estruturas evoluindo para um nível ainda mais elevado de competitividade. Para além disso está ainda a estrangular países mais pobres que não conseguem competir em impostos baixos nem qualidade das estruturas económico-sociais. Para além de irracional é desumano.

O funcionamento da despesa pública deve funcionar então ao contrário do que temos visto. Os nossos políticos têm criado ideias para gastar dinheiro. Aliás, qualquer político de trazer por casa tem ideias para gastar dinheiro.
Mas o que tem de ser feito à priori é definir quanto se pode cobrar de impostos. Depois pode se definir onde se deve gastar esse dinheiro. Numa época de fartura deve-se gastar menos do que se cobra, mantendo o défice a zero, para que em tempo de crise se possa investir estimulando novamente a economia.

É oficial.

O Liberalismo chega a Portugal e somos reconhecidos pela Juventude Liberal Europeia.

www.lymec.org

Para mim, 90% da política tem a ver com educação.

O resto são feijões.

A maior parte dos problemas políticos seriam resolvidos com educação (ambiente, crime, pobreza, desemprego, saúde, etc.) e muitas decisões políticas acarretam uma mensagem relacionada com a educação ( aborto, eutanásia, casamento homossexual, etc.).

O que me leva a concluir que quem não está focado em educação está focado em feijões.

Vejamos então os nossos candidatos:

Cavaco Silva - quando era 1º ministro colocou uma pessoa extremamente competente a cortar nas despesas, Manuela Ferreira Leite, na Educação. E fê-lo porque era competente a cortar e não porque percebia de educação. já nessa altura a educação não era a prioridade. Agora mostrou-se contra a decisão de retirar os crucifixos das escolas. O que responde à pergunta: o que é mais importante?Novamente, não é a educação. A escola devia ser um local de integração e coesão social. O contexto religioso exclui essa hipótese.
Portanto Cavaco Silva opta pelos feijões.
Feijões 1 - Educação 0

Mário Soares - Como sabem, os adeptos da educação gostam de apostar em pessoas jovens. Que mensagem e que ideia transmite do país um senhor que ultrapassou os 80 anos. E que tal terem dado a hipótese a alguém mais jovem e dinâmico? Os jovens de hoje não se vão identificar de forma alguma com Mário Soares.
Feijões 2 - Educação 0

Manuel Alegre - Em Portugal o que não falta é o discurso do coitadinho. "Estão todos contra mim" "eu sou diferente dos outros todos" "eu vou fazer frente a toda a gente". Para votar em vítimas, prefiro os reality shows: os Big brothers e as quintas dos famosos. O exemplo que Manuel Alegre transmite é tudo o que Portugal não precisa. Precisamos de modelos que sejam positivos, optimistas e que consigam manter uma atitude positiva nos momentos adversos. Continuamos a feijões.
Feijões 3 - Educação 0

Francisco Louçã - hum, à partida menos mal. Uma figura admirada pelos jovens que muitos admiram e se sentem inspirados. Pena que a maioria dos jovens se sentem mais próximos de Louçã quando fumam um charro, ofendem alguém ou dizem palavrões do que quando lêem um livro. Se Francisco Louçã não fosse um homem inteligente até tinha desculpa. Mas é um homem inteligente que, infelizmente, optou pelos feijões.
Feijões 4 - Educação 0

Jerónimo de Sousa - Ideias fechadas combinadas com partidos que mantêm as mesmas pessoas no poder há decadas, pondo de lado os jovens, não significam para mim uma alternativa. Um partido que fecha a porta aos jovens e à mudança fecha a porta à educação.
Feijões 5 - Educação 0

E é por isto que, na primeira volta, vou votar em algum "pequeno". Se houver segunda volta, com muita pena minha, vou votar em branco.

Gostaria de votar num candidato que dissesse:

Votem em mim:
- porque sou Português, sou Europeu, sou um cidadão do Mundo.
- não estou aqui para me debater nem combater mas tentar ser o melhor candidato e presidente que conseguir.
- se eu não for eleito é porque não me consideram o melhor candidato e sou eu que tenho de me melhorar.
- porque ajudo os outros quando posso, devolvo o troco quando o empregado se engana e nunca viro as costas a um amigo.
- porque tolero a diferença e respeito as pessoas que são diferentes de mim mesmo quando não as entendo.
- porque não deito lixo para o chão, reciclo e utilizo transportes públicos quando posso.
- porque acredito na educação e acredito no ser Humano e todos os dias tento ser um bocadinho mais humano.
- mas acima de tudo porque acredito e vou fazer tudo para ser um bom exemplo para Portugal.

Hoje é um dia histórico para o Movimento Liberal Social.
Demos entrada na IFLRY (International Federation of Liberal Youth), a organização que une as Juventudes Liberais a nível Mundial.

A partir deste momento já não estamos sozinhos, fazemos parte desta organização que toma como slogan "globalizando a Liberdade".

A partir de hoje conseguiremos organizar ou participar em muitas iniciativas internacionais. Os congressos, estágios sobre os vários temas da política internacional são uma escola para todos os grandes políticos e ao contrário da filosofia dos partidos existentes em Portugal é objectivo do Movimento Liberal Social ajudar a desenvolver os seus membros profissional e intelectualmente.

Ao colaborar com organizações de outros países sabemos que medidas políticas tiveram sucesso ou insucesso noutros países. Assim escusamos de estar a fazer asneiras que já foram cometidas noutros países e propomos alternativamente aquelas que tiveram sucesso.

A nível internacional os partidos Liberais conseguem ter muito menos corrupção e muito mais participação que os outros partidos graças a esta filosofia. Enquanto que a maioria das pessoas que entra para um partido conservador (direita ou esquerda) tem como objectivo principal alcançar um posto no governo, num partido liberal o membro tem como objectivo desenvolver-se e ter grandes experiências.

Esta grande vitória deve-se sobretudo ao Maurits que está neste momento na Macedónia.
O Maurits é o nosso vice-presidente responsável pelo departamento de relações internacionais. O seu país Natal é a Holanda, que é um dos países considerados mais liberais a nível mundial. Antes de vir para o MLS, O Maurits era Tesoureiro no D66, o partido liberal centro esquerda da Holanda e que está actualmente no governo em coligação com o VVD, partido Liberal centro direita.

Obrigado Maurits e Parabéns a todos os Liberais Sociais.

Em Portugal existem duas personalidades dominantes no mundo profissional.
A primeira são os empregados, a segunda são os trabalhadores.

Os empregados são aquelas pessoas que conseguiram emprego e que portanto não precisam de trabalhar. O direito Português bem fundamentado numa doutrina socialista faz com que seja praticamente impossível despedir um empregado por muito incompetente que ele seja. Já para não falar dos casos em que o empregado se recusa a trabalhar. Em alguns casos o empregado simplesmente mete uma baixa, com um atestado médico encomendado ao médico lá do prédio e assim passa em casa a sua obrigação recebendo o seu salário para não ser trabalhar. Simplesmente fica proibido de ir trabalhar para outro local.

Mas claro que em todos os países temos que ter quem trabalhe. E para isso temos os voluntários e os estagiários.
É completamente fashion para um político falar em estagiários e voluntários. No fundo isto é o sonho de qualquer patrão: ter alguém que faça todo o trabalho sujo e que mais ninguém quer fazer, esforça-se imenso na esperança de um dia passar a trabalhador e tudo isto sem ter de pagar salários nem aquela exorbitância estúpida de impostos que é necessária para se contratar um empregado.

Digam lá se não era tão fixe sermos pagos para trabalhar.

Caros membros e simpatizantes,

Na próxima 4ªfeira, 31.08.2005 pelas 21:00, terá lugar mais uma
tertúlia no espaço "Loucos e Sonhadores", Travessa Conde Soure, nº 2
(Junto à Ler
Devagar) no Bairro Alto.

O tema será:
Partidos politicos brasileiros e o fenómeno Lula-PT

Convidado Especial:
Jorge Gustavo
Universidade Regional de Blumenau - Santa Catarina

Participação aberta a todos os interessados.

Luís Guerreiro

MLS-Secretário

O combate à fraude fiscal é hoje uma mera ilusão.
Hoje todos os políticos sabem que acabando com a fraude fiscal vamos aniquilar tudo o que resta da estrutura empresarial em Portugal. O desemprego irá subir ainda mais, o investimento vai descer e atingiremos o fosso económico apelidado de estagflação.
Muitas empresas apenas se mantêm em Portugal porque conseguem fugir aos impostos, outras tantas há que se forem obrigadas a pagar os impostos adequados, simplesmente fecham as suas portas.
Já as empresas que pagam os seus impostos têm entre os seus clientes os que fogem e por isso saem igualmente prejudicados com o seu encerramento.
E o pior de todo este cenário é que há socialistas e sociais-democratas que vêem este argumento como uma justificação para não cobrar os impostos e permitir a fuga ao fisco.
A verdade é que nós temos um nível de impostos completamente insustentável e fugir aos impostos é hoje mais rentável do que ser eficiente na actividade que se pratica. E é lógico para qualquer pessoa que a nossa economia não pode ser baseada em fuga aos impostos.
A única solução é acompanhar o combate à evasão fiscal da descida dos impostos, mas ainda essa será pouco. Se por outro lado, formos gastar o dinheiro em iniciativas que só têm retorno passado 10 anos estamos a condenar o país à falência. É imperativo reduzir a despesa pública para valores aceitáveis.
Para se conseguir fazer na sociedade um bom trabalho social primeiro precisamos de potenciar o emprego e criar riqueza para sustentar as várias iniciativas. Só aí podemos fazer uma diferença a nível de garantir mais direitos e mais justiça social.
A base para a nossa economia tem de ser baseada em Justiça e Eficiência e o sistema que temos actualmente não nos permite nenhuma delas.

A Fátima não é capaz de estar muito tempo calada sem mandar mais um daqueles brilhantes comentários.
Agora veio dizer que se tivesse imunidade política, jamais a utilizaria. Segundo esta senhora de grandes valores, utilizar imunidade política é uma grande falha de moralidade.
Fugir do pais num porta-bagagens para apanhar um avião em Espanha até ao Brasil é aceitável e compreensível, mas utilizar o direito concedido de imunidade política era completamente imoral.

Não percam o próximo episódio,
porque nós TAMBÉM NÃO !

Hoje a nossa função publica deu-me mais um banho de realidade.
Precisava de ir à segurança social e aproveitei para ir à loja do cidadão onde tudo é super-rapido... ou não...
Sabendo já de um grande atraso fui as 3:30 da tarde antes de ir visitar um cliente.
Assim tinha tempo para ir ao cliente voltar ao emprego, esperar pelas seis horas e voltar lá para ser atendido.
Qual não foi o meu espanto quando la cheguei e me disseram que já não davam mais senhas. Faltavam QUATRO HORAS para o encerramento, as 19:30 e já não davam mais senhas. Estamos em pleno Agosto, há pouca gente em Lisboa e eles têm uma fila de espera de mais de QUATRO HORAS e interrompem assim a distribuição de senhas.
Quando Portugal tem uma função pública de uma dimensão exorbitante, como é possivel que demorem tanto para nos atender?
A resposta que me deram foi: tem de vir amanhã o mais cedo possível. Concluem eles que eu não tenho mais nada que fazer, tenho como profissão ser cliente da função pública.
Isso porque Portugal vive inteiramente para a função publica.
Quando a grande fatia da riqueza gerada em Portugal é utilizada para alimentar o estado e a função publica, devemos concluir que todos estamos ao seu dispor e trabalhamos para esta.
Afinal não é a função publica que serve o país, é o país que serve a função publica.

Mas eu nem pedi segurança social nenhuma. Com os gastos que o nosso estado tem, com o tempo que nós perdemos de trabalho para tratar destes assunto e com a ineficiência do serviço como seria possível não termos uma segurança social falida?

Eu não quero ter segurança social, eu não quero ter mais um cartão na carteira, não quero mais um número para preencher, não quero tirar mais essa fotocopia, nem mais um assunto para ter que me chatear ocasionalmente.

Quero a liberdade de abdicar da segurança social.