O blogue de Miguel Duarte

Retrato de Miguel Duarte

Neste pequeno vídeo da BBC pode-se ver uma praia do Hawai que está a transformar-se, graças à poluição marinha, numa autêntica praia de plástico, onde a areia é de plástico (bocadinhos pequeninos às cores), e até escavando se encontram plásticos. Toda a superfície da praia está igualmente cheia de objectos e partes de objectos de plástico vindos de todo o mundo. E este não é um problema local, até na Europa está a acontecer o mesmo.

O plástico não de degrada rapidamente, mas sim ao longo de centenas ou milhares de anos, até lá vai-se simplesmente decompondo em bocados cada vez mais pequenos. A própria reciclagem do plástico não é fácil e mesmo anti-económica em muitos casos.

Será este o mundo que queremos deixar para o futuro? Porque não no imediato obrigar todas as embalagens que são de curta duração (ex: sacos de plástico, embalagens alimentares), a ser biodegradáveis (já existem plásticos biodegradáveis)?

Retrato de Miguel Duarte

O que acontece quando um imã muçulmano, Hassen Chalghoumi, adopta posições críticas às ideias defendidas por outros líderes religiosos extremistas da sua religião, posições como:

he said in a newspaper interview that he approved of a burqa ban

ou

"I want to be a republican imam," says Chalghoumi. His words reflect, roughly, the title of the book he plans to publish, in which he intends to argue for a "European Islam" and a "French Islam."

ou

He speaks out "against sinister Islam," against the hate, the violence and the Muslim Brotherhood that seeks to foment unrest among young people in the poor suburbs, the banlieues, and against extremists and Salafists. "We must brighten up once again the catastrophic image of our religion," he says.

ou

"In the minds of many of my fellow Muslims," says Chalghoumi, "the Jews are still the billionaires, the usurers. It's time to finally put an end to that."

ou ainda

the Holocaust was a "crime without comparison."

Bem, o que acontece é ser perseguido por fanáticos e correr risco de vida... O que me faz admirar a sua coragem e sentir pena que não existam outros como ele. O Islão necessita de muitos, mas mesmo muitos, imãs assim.

Retrato de Miguel Duarte

Energia NuclearA Finlândia decidiu no passado dia 21 avançar com a construção de mais dois reactores nucleares.  Os dois grandes objectivos desta decisão foram eliminar por completo as importações de energia eléctrica pelo país (a partir da Rússia) e transformar a produção energética em energia livre de emissões de carbono. O grande ponto negativo, apontado pelos ambientalistas, é que a Finlândia passará a ser o maior produtor mundial, per capita, de lixo nuclear. Contudo, a par destes investimentos no nuclear, a Finlândia também vai continuar a investir nas energias renováveis, tendo como objectivo obter uma quota dmínima de 38% para as energias renováveis.

Pergunto-me novamente, como já aqui questionei no passado, se este não será o caminho, pelo menos até ao ponto em que as renováveis forem verdadeiramente competitivas económicamente e conseguirem assegurar estabilidade no fornecimento de energia eléctrica.

Retrato de Miguel Duarte

A Universidade do Porto já aceitou, algo inédito em Portugal, a concurso uma candidatura estrangeira para Reitor, sendo que pode inclusivamente vir a ser considerada uma segunda candidatura estrangeira, se não for rejeitada como outras já o foram (no total a UP rejeitou cinco candidaturas estrangeiras a reitor, como a UA também já tinha feito no passado, algo que, devido ao seu elevado número é no mínimo algo suspeito). Curiosamente, se não fossem as candidaturas estrangeiras, o actual reitor da Universidade do Porto, Marques dos Santos, não teria concorrentes ao cargo (será que não há portugueses com ambição ou experiência para tal?).

Pergunto-me porque as grandes empresas nacionais também não abrem os seus processos de recrutamento ao estrangeiro, nomeadamente para os executivos de topo, em vez de restringirem as suas escolhas aos gestores nacionais. Por experiência própria (sou casado com uma estrangeira), sei que existe discriminação na selecção de recursos humanos para preencher vagas em organizações portuguesas, mesmo quando se tem perante si uma pessoa com elevadas qualificações e que fala português fluentemente. Numa economia nacional que se quer competitiva a vinda de estrangeiros com qualificações elevadas e experiêncais diferentes deveria ser recebida de braços abertos.

Retrato de Miguel Duarte

The way firms have reported their lobbying expenditure in Europe makes it look as though some NGOs are spending more than oil companies on lobbying. The data thus suggests that the Eurogroup for Animals, the European Council on Refugees and Exiles and Friends of the Countryside spend more than twice as much as the biggest oil companies Shell and BP and defence consortium EADS, and more than three times as much as Total, Arcelor Mittal, GDF, or Enel.

Fonte: Euobserver

Se calhar as leis relativamente à transparência do lobbying feito na União Europeia têm que ser melhoradas...

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O Google começou ontem a revelar publicamente o número de pedidos que recebe dos vários governos mundiais para eliminar informação online ou entregar dados que tenha nos seus sistemas. Ora, ficámos a saber que Portugal não solicitou que nenhum dado fosse removido do Google, mas, que nos últimos 6 meses de 2009 fez 45 pedidos de informação de terceiros ao Google. O Google não revela que pedidos são esses, mas podem ser por exemplo acesso aos emails arquivados no Gmail por um determinado indivíduo.

O que me parece lamentável é que efectivamente é uma novidade, pelo menos para mim, que órgãos do Estado em Portugal estejam a aceder a dados pessoas de cidadãos no Google (e presumo outros serviços), e não seja público se tal está a ser feito apenas com ordens judiciais e qual a extensão desses pedidos. Pode por exemplo um juiz solicitar todos os emails de José Sócrates numa eventual conta de Gmail que este tenha ou tem que se limitar a determinadas datas ou temas?

Retrato de Miguel Duarte

Como já muitas vezes se tem dito, são as crises que impulsionam a Europa em direcção a uma maior integração. Tal é uma afirmação lógica, pois, são as crises que revelam as fragilidades da Europa, que a colocam entre a espada e a parede, e que a obrigam a resolvê-las.

Um destes momentos foi a crise grega. É hoje evidente que a moeda única implica que estamos todos no mesmo barco e que uma crise na Grécia tem implicações na Alemanha e em Portugal. Tal significa que hoje, mais do que nunca, perante um possível não pagamento de dívida por parte da Grécia, todos os países da zona Euro têm que intervir para evitar o pior, acabando por ser punidos por erros que não cometeram.

Ora, se temos o risco de ter que pagar pelos erros dos outros, também deve ser um direito podermos ter uma palavra a dizer antes de os outros cometerem erros. Os orçamentos nacionais deverão por isso passar a estar sujeitos a uma fiscalização a nível supranacional. A Alemanha e a França propuseram recentemente exactamente isso, exigindo que Bruxelas possa controlar e regular as políticas fiscais e a despesa de cada Estado da União Europeia, podendo intervir antes de os mesmos serem discutidos nos parlamentos nacionais.

Igualmente, a nuvem vulcânica que parou todo o tráfego na Europa está a gerar uma onda de protestos de ineficiência na capacidade de decisão a nível político, que demorou demasiado tempo a reagir às decisões técnicas e levou possivelmente a excessos no que toca ao fecho do espaço aéreo Europeu. Aparentemente, e esta é a queixa, a nível técnico a máquina europeia já funciona muito bem, mas os técnicos não tinham ninguém a nível político que pudesse tomar decisões que necessitavam de ter sido mais rápidas.

Retrato de Miguel Duarte

Recentemente o Luís Lavoura veio defender neste blogue a venda da RTP (Rádios(s) e Televisão(ões) de Portugal). Ora, considero que o modelo actual é apesar dos seus defeitos provavelmente o melhor possível. A RTP não é só a RTP 1 e Antena 1, é a RTP 2, são a Antena 2 e Antena 3, e são os canais internacionais que são transmitidos via satélite para os falantes de português do mundo inteiro.

Efectivamente transmitir um jogo de futebol não me parece serviço público, mas, se calhar são esse tipo de actividades que permitem manter em funcionamento os outros canais menos lucrativos do grupo. É duvidoso que pudesse existir uma rádio privada em sinal aberto para música clássica como a Antena 2, ou que pudesse existir uma rádio como a Antena 3 que se dedica a divulgar a nova música portuguesa. Tenho dúvidas que privados mantivessem a filosofia actual de um canal como a RTP 2, que não se destina às massas, mas que desempenha um papel educativo para quem deseja ser educado e deseja ter acesso a algo mais do que jogos de futebol e notícias populistas.

Podia-se vender a RTP 1 e Antena 1, é verdade, mas, e depois? Fechavam-se os outros canais ou transforma-se os mesmos em mais do mesmo (que seria o que os privados fariam)? Mantinham-se os canais alternativos nas mãos do Estado, à custa do dinheiro dos contribuintes, agora que os canais que os mantinham tinham sido vendidos? Cobrava-se uma taxa extra sobre todas as televisões e rádios privadas para manter as televisões e rádios do Estado? Pagava-se dinheiro aos privados para fazerem serviço público?

É evidente que ter uma televisão pública implica que quem está no poder tem através destes órgãos um acesso privilegiado à comunicação social, contudo, para contrabalançar esse poder já existem órgãos de comunicação privados (que mesmo assim não são tão independentes como gostaríamos) e é possível ter-se modelos de governance que mantenham a autonomia dos jornalistas e das redacções, conseguindo eventualmente até mais liberdade editorial para os jornalistas públicos (cujos órgãos de comunicação não precisam de depender das audiências e publicidade do Estado), que para os jornalistas privados (que devem obviamente continuar a existir).

Sou liberal, mas não defendo a privatização de tudo a qualquer custo. Para se ser verdadeiramente livre é necessário ter-se educação e, mesmo nos dias de hoje, a televisão é um meio previligiado para o fazer. Se neste momento, aparentemente, temos uma televisão pública que cumpre este papel e que ainda por cima não custa dinheiro aos bolsos dos contribuintes, se calhar, isso quer dizer que temos um modelo que deve ser aperfeiçoado e não destruído como o Luís propôs.

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Nick CleggNo Reino Unido os Liberais Democratas dispararam para 1º lugar no que toca a intenções de voto, contudo, infelizmente, derivado do sistema de círculos uninominais que tantos defendem para Portugal, arriscam-se a ser o 3º partido no que toca a lugares eleitos no parlamento Inglês. Este disparar das intenções de voto só foi possível devido a uma excelente performance do líder dos Liberais Democratas, Nick Clegg, num depate televisivo.

Os Liberais Democratas vão lutar para alterar o sistema eleitoral já após as eleições, dado que, mesmo sendo a 3ª força política mais votada, mantendo-se os resultados, irão ser a força política que irá escolher qual o parceiro de coligação (Trabalhistas ou Conservadores), fica no entanto no ar, como irão reagir os Britânicos, se o partido que reunir o maior número de votos for o 3º em representação no parlamento.

Nick Clegg já afirmou igualmente que espera vir a ser o próximo primeiro-ministro, esperemos que o sistema eleitoral o deixe fazê-lo, caso seja essa a vontade dos Ingleses.

Retrato de Miguel Duarte

The last eruption of the Eyjafjallajoekull volcano was on 20 March, when a 0.5km-long fissure opened up on the eastern side of the glacier at the Fimmvoerduhals Pass. The eruption prior to that started in 1821 - and continued intermittently for more than a year.

Fonte: BBC