[Também no Construir Sociedade]

Portugal precisa de dinheiro do exterior para pagamentos e para investimento. Tanto assim que pedimos emprestado à troika. Por outro lado os bancos têm dificuldade em obter financiamento  para emprestarem às empresas.

Esse dinheiro do exterior poderá vir directamente na forma de investimento estrangeiro.
 
As chamadas reformas estruturais pretendem ter esse objectivo, ou seja criar atractividade para o investimento. Contudo esse efeito pensa-se que não será imediato.
 
Quais serão então as condições para atrair esse investimento no curto prazo? Será que existem?
 
No imediato lembro-me do abaixamento do IRC, ou outras condições fiscais para as empresas, mas não sei se fazem sentido. 
 
Uma coisa é certa, sem investimento no tecido produtivo não conseguiremos criar emprego e sair da crise.

Justiça

J. Rodrigues (não verificado) on Sexta, 18/05/2012 - 22:47

Sem reformar a Justiça, em primeiro lugar, e simplificar a clusterfuck que é a fiscalidade portuguesa, isso é tudo conversa para adormecer bois. Completamente infértil.
A nível do IRC, baixando para uns tinha que se baixar para outros; já chega a multitude de lobbyzinhos e grupos de pressão a chorar por benefícios em detrimento de outros dado o papel "fundamental e insubstituível" que desempenham na economia. A fiscalidade ou é propícia à actividade económica, ou não o é. Criar joguinhos de contingências e regimes de excepção é o que se feito nos últimos 30 e tal anos, com os resultados à vista. Por mim, até se acabava com isso, as empresas já pagam o IVA (e demais encargos de natureza fiscal) sobre o que vendem, não haveria necessidade de dupla tributação.
Desburocratizar e simplificar.

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