Retrato de Luís Lavoura

Num país democrático, as questões dirimem-se através do voto popular e não através das vontades de políticos proeminentes, os quais frequentemente se regem pelo desejo de "dividir para reinar" - como se viu no caso da ex-Jugoslávia, e noutros. Nesse sentido, é positivo que a Escócia e a Catalunha possam vir a votar sobre a possibilidade de se tornarem independentes. Ficaremos assim a conhecer a genuína vontade dos povos desses países, em vez de apenas conhecermos as declarações dos seus políticos.

(Seria desejável que uma votação similar se pudesse realizar na Madeira, de onde constantemente sopram ventos autonómicos que nunca se concretizam em aspirações mais concretas.)

É lamentável que o governo espanhol procure impedir a concretização do voto popular, escudando-se atrás da Constituição. Num país democrático a Constituição deve estar submetida à vontade do povo, e não o contrário. Isto mostra, mais uma vez, que para a direita espanhola, mais de 30 anos após Franco, a democracia, a liberdade e as suas implicações ainda são difíceis de digerir e aceitar.

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