A vitória eleitoral de Obama é explicada por uma grandiosa e bem orquestrada campanha de marketing, que reuniu, num só momento, o apoio total e descarado dos media, o voto rácico que é bom a favor de um negro e se for de esquerda, e mau se for contra um negro ou de direita, e uma campanha baseada em poucos factos concretos, promessas vagas e um vazio ideológico, que vai ruir como um castelo de cartas, bem como a crise que vai cessar imediatamente após esta vitória eleitoral.
Sendo parcialmente verdade, esta visão - a da direita portuguesa - era perfeitamente expectável. Porque não havia Obama de ser uma grande jogada de marketing, depois de Bush ter sido eleito como "o gajo com quem vamos beber uma cerveja?" Porque não haveria Obama de ter o apoio dos media, depois de duas administrações republicanas que se pautaram pela distorção, pela omissão e pela mentira? Porque não haveriam as pessoas de esperar essa coisa tão vaga e espúria como "esperança", depois de 7 anos sob uma capa de terror e de medo que gradualmente se vai desvanecendo, à medida que a Al-Qaeda se vai revelando menos ameaçadora que a União Soviética, ainda por cima durante o impacto da crise financeira? Esperança e redenção foi afinal o que prometeu Jesus Cristo, e consta que teve bastante êxito.
Quanto à crise, talvez tenha sido exagerada pelos media norte-americanos para prejudicar a campanha republicana. Esperemos que sim, pois há quem preveja, por exemplo, o colapso do sistema bancário português e a saída de Portugal do euro.

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