Retrato de João Cardiga

A propósito do lançamento das celebrações do centenário da república, o Carlos Santos levanta aqui uma questão que acho de extrema importância: a super-actividade do nosso muy reputado deputado João Galamba.

Num país em que tanto se discute produtividade é sem dúvida pertinente que este deputado nos esclareça qual a fonte de tamanha produtividade. Julgo mesmo que metade da capacidade que o muy reputado deputado apresenta seria suficiente para resolver todos os problemas económicos dos país, e ainda julgo que sobraria alguma coisa para ajudar a nossa amiga Espanha!

Ora pegando no seu CV de muy reputado deputado , contata-se que o mesmo é um zeloso deputado, apenas faltando à primeira reunião ordinária do plenário. Além disso pertence a 4 comissões parlamentares (Comissão de Orçamento e Finanças, Comissão de Assuntos Económicos, Inovação e Energia, Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar à actuação do Governo em relação à Fundação para as Comunicações Móveis) e ao Grupo de Trabalho - Energia e Eficiência Energética!!!

Ok, já seria suficiente para um ser humano, no entanto olhando para a sua declaração de interesses constato que o muy reputado deputado João Galamba ainda consegue ter tempo para:

1) Prestação de serviços Ministério dos Negócios Estrangeiros (Presidência Portuguesa da UE);

2) Prestação de serviços ABC Saude Prestação de serviços na UMCCI (Unidade Missão Cuidados Continuados Integrados);

3) Prestação de serviços na Rádio Televisão Portuguesa;

E quando estava tão cansado de encontrar actividades que este muy reputado deputado executa ainda vejo que o seu curriculum faz parte do conselho coordenador no Forum Novas Fronteiras.

Raios, era capaz de lhe erguer uma estátua com tanto trabalho que executa. Claro que o que o Carlos Guimaraes Pinto levanta e o próprio Carlos Santos desenvolve acerca dos ajustes directos deixa-me com um bocadinho menos de vontade de erguer tal estatua. Muito honestamente eu nem sabia que uma pessoa a nível individual poderia estar contemplado com um ajuste directo, chamem-lhe ignorância mas sempre pensei que tal era dirigido para empresas. É que a "prestação" do muy reputado deputado João Galamba deveria no minimo ter sido lançado em concurso público, pois não vejo onde é que o mesmo muy reputado deputado é único para justificar tal ajuste...

Não sei porquê mas no meio disto tudo tenho a ligeira sensação que me estão a ir ao bolso? Será que alguém me consegue explicar essa sensação?

Retrato de Luís Lavoura

Galamba

Luís Lavoura on Segunda, 01/02/2010 - 11:47

Há um outro Galamba, de seu nome próprio António, que é governador-civil de Lisboa. Deve ser da família, calculo que pai. Estas coisas herdam-se...

Luís Lavoura

Retrato de João Cardiga

Sim julgo que é mesmo pai

João Cardiga on Segunda, 01/02/2010 - 15:18

Sim julgo que é mesmo pai dele. É um estranho fenomeno que está a acontecer tanto do PS como no PSD de herança de legado politico. Se a moda continua não tarda nada somos apenas republica de nome...

Já agora é por estas e por outras que acho que antes de se cortar nos ordenados existe muita "gordura" por onde se cortar...

Retrato de Luís Lavoura

gordura

Luís Lavoura on Segunda, 01/02/2010 - 15:43

Os governos civis são um bom pedaço de gordura que se poderia cortar sem qualquer prejuízo para a sociedade. São totalmente supérfluos. Servem essencialmente para dar tachos a bons serviçais do partido no governo.

Luís Lavoura

Retrato de João Cardiga

Efectivamente

João Cardiga on Segunda, 01/02/2010 - 16:54

Efectivamente julgo que o custo é bastante superior ao beneficio, embora para aferir melhor como tais organismos seriam extinto gostaria de compreender um pouco melhor como funcionam.

Faz-me muita confusão viver no sec. XXI em que o tempo de transporte diminui significativamente e as comunicações são instantaneas (e que foi possível com o próprio dinheiro dos contribuintes), com um modelo governativo que faz mais sentido no inicio do sec. XX.

Mas infelizmente a própria dinamica interna dos partidos dificulta muito a extinção destes maus hábitos.

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