Retrato de Luís Lavoura

é improvável que Portugal seja capaz de voltar a ser solvente sem um alívio da dívida, vaticina a Economist Intelligence Unit.

Ou seja, traduzido, é provável que o Estado português vá ter que, nalgum ponto, faltar ao cumprimento das suas dívidas, ou seja, fazer default.

A questão é apenas quando o fará e sob que condições. Para Portugal, quanto mais cedo o fizer, melhor.

Mas a imperatriz Merkel não lè a Economist Intelligence Unit. Ou então, preocupa-se mais com o que dela pensa o povo alemão, ou com o que lhe exigem os banqueiros alemães.

Default

Luis Santos (não verificado) on Terça, 23/10/2012 - 20:08

Do topo da minha ignorância económica pergunto: não será o default um cenário que a todo o custo deve ser evitado, como aliás se tem andado a fazer desde a eleição deste governo? Se em estado miserável estamos, indo à bancarrota fecha-se este país para as décadas vindouras...

Retrato de Luís Lavoura

resposta

Luís Lavoura on Quarta, 24/10/2012 - 08:45

Não necessariamente. Ao longo da história, muitos países, e (ainda com mais frequência) muitas empresas fizeram default.

As consequências do default são duas: por um lado, o Estado arrisca-se a que coisas que detem no estrangeiro sejam confiscadas; por outro, O Estado pode ter a certeza de que, nos tempos mais próximos a seguir ao default, ninguém lhe vai emprestar dinheiro.

Para além disso, no caso específico de Portugal, se fizéssemos default muito provavelmente seríamos chutados para fora do euro.

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Luis Santos (não verificado) on Quarta, 24/10/2012 - 19:09

Então nesse caso de facto seríamos atirados para uma miséria muito maior. Se neste momento qualquer corte anunciado gera um caos social, então sem esse dinheiro externo a chegar para financiar os encargos do Estado, onde vai este país parar?

E, sendo catastrofista, até que ponto não existirá um risco da Espanha e por "contágio" Portugal, por via deste descambar económico, entrar num caos social que no extremo não desembocaria numa guerra civil ou ditadura? Será que os tempos de Salazar, Franco, Mussolini, Hitler e Metaxas não estão aí à porta outra vez, com a reunião dos mesmos ingredientes?

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