Retrato de Luís Lavoura

Agora deu na União Europeia a ideia de ir salvar os bancos cipriotas. Todos, por atacado.

Não há razão nenhuma para que tal seja feito. Os bancos cipriotas não colocam qualquer risco sistémico a ninguém. Não há razão para que não sejam deixados falir, tal como qualquer outra empresa pode falir.

Esta mania de salvar bancos está a passar das marcas. Primeiro era o argumento too big to fail: alguns bancos são grandes de mais para que possam falir sem deitar o sistema financeiro todo por terra. Mas agora já não é isso - pelos vistos, nenhum banco pode ser deixado falir!

É tempos de acabar com esta ideia de pôr o dinheiro de todos a ajudar os mais ricos - pois, evidentemente, quem tem muito dinheiro num banco não são certamente os pobres. Os bancos cipriotas devem falir se estiverem em situação disso. O dinheiro que restar nos seus cofres deve ser utilizado para pagar aos depositantes até 100.000 euros. Todos aqueles que tiverem depositado mais do que isso devem ficar sem o remanescente.

Vocemercê escreveu isto

zeca marreca de braga (não verificado) on Domingo, 24/03/2013 - 01:05

Vocemercê escreveu isto:

"Os bancos cipriotas não colocam qualquer risco sistémico a ninguém. Não há razão para que não sejam deixados falir, tal como qualquer outra empresa pode falir."

O que é MENTIRA. Representa um grande risco para todos os cipriotas. A falência dos bancos cipriotas, o fim dos investimentos russos e ingleses na ilha representa um decréscimo de 90% no PIB da ilha. Passariam a comer pedras e a receber ajuda humanitaria turca.

E mais não digo, que não vale a pena.

Retrato de Luís Lavoura

resposta

Luís Lavoura on Segunda, 25/03/2013 - 18:23

Não tenha muitas ilusões, nada voltará a ser em Chipre como até agora. Com ou sem resgate europeu, os bancos cipriotas não voltarão a ser o que foram. O PIB da ilha vai cair a pique, e os estrangeiros deixarão de lá pôr o seu dinheiro - até porque perderão a certeza de poder voltar a retirá-lo de lá.

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