Retrato de João Cardiga

Bem sei que este não é um tema muito discutido no mundo liberal (prioncipalmente português). Jukgo que tal se deve a um passado recente socialista, em que o tema das desigualdades na distribuição de riqueza foi apropriado pelos mesmo. No entanto julgo que os tempos que correm nos deveriam fazer reflectir seriamente sobre esta temática.

 

Muito se tem falado sobre a liberdade, ou a falta dela, nos ultimos tempos. Apontou-se vários exemplos de tais faltas de liberdade e constragimentos, sendo que o foco esteve na imprensa.

 

Como muitos afirmam, pressões sempre foi algo que sempre existiu, no entanto talvez a grande novidade tem sido a eficácia dessas pressões nos tempos que correm. Julgo que tal deve-se ao periodo de crise que atravessamos actualmente. Numa altura de escassez de dinheiro, os que têm capacidade de angariar receitas conseguem sobreviver. Assim, numa fase que a maioria das empresas tem os seus instintos de sobrevivência mais apurados muitas barreiras eticas (e mesmo legais) são quebradas.

 

Um dos pontos que tem sido levantado tem sido a questão da publicidade. A teoria versa que num país cuja a ecopnomia depende demasiado do estado, este tem um poder demasiado elevado para controlar os medias.

 

Concordando com esta teoria, ela é a meu ver apenas parcial e esconde uma realidade bastante perigosa. Ora se é fácil para nós, enquanto sociedade, alterar esse ponto (diminuindo o peso do Estado na economia), tal solução não resolve nada o problema levantado. Passo a explicar, o grande problema é a depêndencia das receitas de publicidade. Ora ao diminuirmos o peso do Estado apenas estamos a privatizar esse problema, o que o tornará ainda mais dificil de se solucionar.

 

Ok, posto isto o que é que tem isto a ver com a desigualdade da distribuição de riqueza?

 

Uma sociedade desigual como a nossa é, faz com que a capacidade de criar alternativas esteja na posse de um grupo muito restrito. Um jornal não consegue viver só das receitas das vendas pois, quer queiramos quer não, um jornal é um bem superfluo e a maioria não tem dinheiro para tais gastos. Assim em vez de comprarmos, muitos de nós lê um jornal quando vai a um café, ou emprestado de um amigo/conhecido. Isso faz diminuir significativamente as receitas de um jornal vindas por esta via.

 

E se falarmos em jornalismo de investigação (o mais importante tipo de jornalismo) então esqueçam. Requer um enorme investimento para no final, por mais interessante que seja, não ter um retorno equivalente à qualidade/investimento que tem. 

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