Ao contrário do muitos pensam, despedir não é um direito do individuo. Na sociedade moderna quem despede é quase sempre uma entidade e não uma pessoa.
Assim em vez de um direito estamos sim a falar de uma faculdade dessa entidade versus os direitos dos individuos.
Esta confusão traz muita poeira à discussão sobre a lei laboral e acaba por inquinar a própria discussão. A lei laboral foi construida em parte com base na defesa do individuo versus o colectivo, que neste caso é a empresa. Nesse campo até acho que é uma optica bastante liberal. O que deveriamos reflectir é: até que ponto é que deveremos ou não mudar a lei laboral para retirar direitos ao individuo?
A meu ver, e enquanto liberal, não me faz sentido que se diminua os direitos do individuo. No entanto julgo que a nossa lei é efectivamente penalizadora para a economia. Tendo uma matriz marcadamente socialista a mesma contempla alguns obstaculos para uma necessidade da nossa sociedade: flexibilidade. A unica forma de os direitos individuais não serem prejudicados é a transferência do ambito da segurança, que actualmente é garantido pelas empresas e passar a ser garantido pelo Estado. No entanto isto acarreta uma elevada factura em termos de gastos do Estado. E aqui a grande questão é: estamos ou não dispostos a pagar essa factura?














Direitos Negativos
Filipe Melo Sousa on Sábado, 24/07/2010 - 20:01http://pt.wikipedia.org/wiki/Direito_negativo
Não existem direitos
João Cardiga on Domingo, 25/07/2010 - 03:28Não existem direitos negativos ou positivos, apenas direitos. Ou dito de outra forma qualquer direito negativo tem inerente um direito positivo
Filipe, desconhecia esta tua
João Cardiga on Sábado, 24/07/2010 - 19:26Filipe, desconhecia esta tua faceta de anarquista. Será que tb aplicas o mesmo raciocinio ao direito à propriedade privada. Afinal como tu disseste para um ter um direito o outro...
O que seria do povo português
Filipe Melo Sousa on Sábado, 24/07/2010 - 17:24O que seria do povo português se não lhe dessem o seu "direitozinho". Só que como percebes João, para alguém receber, é preciso outro dar. Que inevitavelmente também é um indivíduo. Felizmente que quando estiveres no poder poderás seleccionar os iluminados que por sua vez seleccionarão quem serão os que estão condenados a cumprir obrigações, e os que poderão ufufruir dos seus "direitozinhos". Eu sei, é um exercício de tirania. Mas de que serve o poder, se não for para saborear o despotismo, não é verdade?
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