Retrato de João Cardiga

Uma dúvida existêncial:

- O custo de Segurança Social que a entidade patronal paga à Segurança Social (23,75%) é um custo do trabalhador ou um custo da empresa?

Retrato de Filipe Melo Sousa

É um valor que deste à

Filipe Melo Sousa on Quarta, 02/12/2009 - 19:14

É um valor que deste à empresa, e que na altura de o receber, o estado ficou com ele. Quando fazes as contas:

1237,5 € - salário bruto + SS
1000 € - salário bruto
760 € salário "líquido"
Na compra, descontam-te 20% de IVA =>
633 € salário líquido real

O estado já te levou 48,8%, e ainda não pagaste o ISP, o imposto sobre o tabaco, a escritura da casa, o selo do carro, as multas, derramas camarárias, escritura da casa, IMT, IMI...

E há quem diga que o peso do estado anda nos 30%...

Retrato de João Cardiga

Se já gastaste todo o teu

João Cardiga on Quinta, 03/12/2009 - 22:09

Se já gastaste todo o teu dinheiro a comprar coisas (para ficares com esse salário liquido) certamente não terás nem derramas nem escritura da casa, nem selo do carro...

"E há quem diga que o peso do estado anda nos 30%..."

Quem?

Madoff a soluçao

duar (não verificado) on Domingo, 29/11/2009 - 17:54

Ou seja a piramide atual, no que o estado retrasa e mengua as pensoes, e o ótimo, nao umha política de seguridade monetaria e poupança ou aforro pessoal?umha pensao mínima de manuntençao e suficiente, o demáis que cada quem procure a sua felicidade. o estado é um péssimo administrador.

Retrato de João Cardiga

Concordo que a lógica das

João Cardiga on Segunda, 30/11/2009 - 14:23

Concordo que a lógica das pensões deveria ser identico ao do subsidio de desemprego com um minimo e um máximo...

Retrato de João Cardiga

???

João Cardiga on Sexta, 27/11/2009 - 23:33

"É que mesmo que se reflectisse na sua totalidade, a taxa jamais e em circunstância alguma deveria ser eliminada."

E porque não?

Dando de barato que se

Anónimo (não verificado) on Sábado, 28/11/2009 - 14:19

Dando de barato que se conseguiria resolver o financiamento das pensões actuais ( não esquecer que as actuais pensões advêm dos descontos dos trabalhadores no activo), a questão que se coloca é: iriam os trabalhadores aforrar essa receita adicional? A resposta é um rotundo NÃO. Ou seja, se já hoje existem problemas gravíssimos de miséria na faixa populacional da terceira idade, dessa forma agravar-se-ia insuportavelmente essa situação.

Retrato de João Cardiga

Poderias caminhar para um

João Cardiga on Segunda, 30/11/2009 - 14:21

Poderias caminhar para um sistema identico ao nórdico onde grande parte do custo é suportado a nível de IRS e não numa taxa autonoma

E qual é a vantagem de um

Anónimo (não verificado) on Terça, 01/12/2009 - 21:03

E qual é a vantagem de um sistema assim?

Retrato de João Cardiga

Antes de responder gostaria

João Cardiga on Quinta, 03/12/2009 - 22:10

Antes de responder gostaria de saber: não vês nenhuma?

Retrato de João Cardiga

Obrigado

João Cardiga on Sexta, 27/11/2009 - 12:50

Muito obrigado pelas respostas e pelas sugestões de leitura.

Pessoalmente eu partilho da mesma opinião, isto é que é do colaborador. Isto é, é ele que beneficia e é ele que paga sendo a empresa uma mera intermediária. Ora nesse sentido parece-me que se existisse uma redução da taxa de imposto ele deveria ser reflectido directamente no ordenado do trabalhador.

Será que isso aconteceria realmente?

Obviamente que a

Anónimo (não verificado) on Sexta, 27/11/2009 - 22:41

Obviamente que a eliminação da taxa não se reflectiria directamente no ordenado do trabalhador. Mas também não é relevante essa questão. É que mesmo que se reflectisse na sua totalidade, a taxa jamais e em circunstância alguma deveria ser eliminada.

A questão que importa

Anónimo (não verificado) on Quarta, 25/11/2009 - 11:32

A questão que importa colocar é diferente: Quem é que beneficia com esse custo? E a resposta é inequivoca: o trabalhador.

Se o custo é do trabalhador ou da empresa é irrelevante. O que é importante saber é quem é o beneficiário.

S. Social

Eduardo Proença (não verificado) on Terça, 24/11/2009 - 23:29

Também me parece que é o trabalhador. Se a empresa paga 1000 mais segurança social então paga 1237,50 euros. Como dizia Friedman: she couldn't care less. Tanto lhe faz que os 1237,50 sejam para o empregado ou para a segurança social - ela tem que os pagar!

Para mim evidentemente é do

duar (não verificado) on Terça, 24/11/2009 - 19:57

Para mim evidentemente é do trabalhador. O estado usa a empresa para quitar-lhe o dinheiro, de modo sigiloso.Anónimo, a empresa ja paga , entao o trabalhador citus paribus, sim que os ganharía.Concordo co senhor Chapela.O do estado espanhol e um roubo, sem máis

Paga o trabalhador, a empresa é intermediária.

J. Chapela (não verificado) on Terça, 24/11/2009 - 12:13

Quem paga é o trabalhador, explico-me:

O mercado do trabalho funciona como o resto dos mercados, submetido à lei da oferta e a demanda. Os empresarios sao a demanda e os trabalhadores a oferta. Os empresários compram serviços aos trabalhadores e estao dispostos a pagar por esses serviços um preço. O preço vai estar em funçao dos rendimentos que espera conseguir e o preço é a suma de salário, máis tributos, máis segurança social, etc. Por tanto, um trabalhador que cobra 1.000 euros netos à empresa pode custar (no caso espanhol que é o que eu conheço) arredor de 2.000 euros. Quer isto dizer que a empresa espera obter do trabalho desse indivíduo no mínimo 2.000 euros porque em caso contrário nao o contrataria.
A diferença entre os 2.000 euros que produz esse trabalhador e os 1.000 que ingressa no banco vao para o Estado. A empresa é só um intermediário entre o trabalhador e o Estado.

Recomendo a leitura deste post onde o autor fala nisso http://spanish.martinvarsavsky.net/general/el-mileurista-es-un-dosmileurista-expoliado-por-el-gobierno.html

Quem paga é a empresa. A

Anónimo (não verificado) on Segunda, 23/11/2009 - 22:28

Quem paga é a empresa. A questão é: se não existisse esse encargo o trabalhador ganharia mais 23,75% do ganha agora?

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