Retrato de Luís Lavoura

A revista The Economist - que reflete fielmente a orientação da política externa britânica - anda às voltas como uma barata tonta. Depois de, há dez anos, ter apoiado entusiasticamente a invasão do Iraque pelos EUA, que foi a grande responsável pelo aumento da influência do Irão nos países a seu ocidente, na edição desta semana, numa tentativa desesperada de convencer os EUA a intervirem militarmente na Síria, lança um alerta lancinante sobre essa influência e pede aos EUA que o parem. Omite, convenientemente, que ajudar os rebeldes sírios será ajudar o fanatismo islâmico sunita patrocinado pela Arábia Saudita, que é como quem diz, será fornecer facas a quem nos quer degolar.

É esta a política externa dos fautores da guerra, dos fabricantes de armamento: ora ajudam uns ora ajudam outros, ajudando sempre quem não deve ser ajudado. A esta política eu contraponho a necessidade de uma política externa liberal, não intervencionista e não agressiva, que respeite todos os governos legítimos de todos os países e com todos eles negoceie e comercie de forma pacífica, sem procurar derrubar nem sustentar nenhum governo pela força das armas.

Mas compreendo que, para países cujas exportações são, em grande parte, de armamento, e em que a indústria bélica é uma das principais - não somente pela sua produção propriamente dita como também pela investigação de ponta que permite financiar - essa seja uma política insustentável.

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