Na minha opinião, a melhor forma de combater tanto o desinteresse como o desconhecimento político é através do sistema educativo. Mais concretamente, penso que os alunos deveriam ter uma disciplina em que aprendessem o regime político português e o regime político europeu, pelo menos as bases dos mesmos, bem como os direitos e deveres dos cidadãos. Nessa disciplina, os alunos seriam convidados não só a aprender os regimes, mas também a discuti-los.
Poderia também ser feito, ao longo do ano, um trabalho de grupo sobre um tema político concreto, em que os alunos teriam de discutir essa questão e tomar uma posição sobre a mesma, de acordo com os dados que recolheram. O trabalho teria uma componente escrita e uma componente de avaliação oral.
Bem sei que disciplinas deste tipo ficaram estigmatizadas pelo uso que delas foi feito pelo Estado Novo, mas isso não é razão para abandonar o conceito, apenas a forma incorrecta e abusiva como foi implementado pelo Estado Novo. É importante que as pessoas saiam da escola a saber como funcionam as várias instituições políticas, que saiam da escola como cidadãos informados, e prontos a dar o seu contributo individual para a sociedade em que se inserem.














Não conheço.
João Mendes on Sexta, 25/09/2009 - 15:51Não conheço.
Conheces como funcionam? (eu
João Cardiga on Sexta, 25/09/2009 - 09:44Conheces como funcionam? (eu só conheço genericamente)
Ninguém impede ninguém de
João Mendes on Quinta, 24/09/2009 - 22:09Ninguém impede ninguém de os formar, e as escolas devem poder tê-los, como actividade extra-curricular.
E que tal clubes de debates?
João Cardiga on Quinta, 24/09/2009 - 22:01E que tal clubes de debates?
500% de acordo contigo
André Escórcio ... on Quinta, 24/09/2009 - 16:48500% de acordo contigo João.
Estigmatizadas? Não
Luís Lavoura on Quinta, 24/09/2009 - 15:56Eu no sexto ano do liceu, o qual fiz cinco anos depois da revolução de Abril, tive uma disciplina de educação política. Era uma disciplina obrigatória, com um programa estruturado, livro de texto e tudo. Estudavam-se os vários tipos de regime político existentes, as formas de escolha dos líderes, etc. O programa de estudos era independente, tanto quanto me lembro, aliás o livro de texto que utilizei (na minha escola) tinha sido escrito por Jaime Nogueira Pinto, um influente pensador de direita.
O que pretendo dizer é que uma tal disciplina não desapareceu da escola com o 25 de Abril, muito pelo contrário. E que pode perfeitamente ser dada, de uma forma razoavelmente independente. Eu lembro-me que aprendi bastante com essa disciplina e que gostei bastante de a ter tido.
Luís Lavoura
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