Gostei de ouvir ontem na televisão a secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton a dizer que os EUA apoiam os direitos civis, nomeadamente a liberdade de expressão, para o povo egípcio, e a apelar para que não haja violência na repressão de manifestações.
Pelo que ouvi, não posso deixar de pensar que, para os EUA, o ditador egípcio Hosni Mubarak é já uma carta fora do baralho.
O mesmo deve já ter sido descoberto pelo próprio Mubarak, que, segundo consta, fez evacuar ontem toda a sua família (e extensos haveres pessoais) para Londres.
Note-se que o Egito não é, para os EUA, um país qualquer. Foi durante longos anos o segundo maior recipiente de ajuda externa dos EUA, logo a seguir a Israel. Em larga medida, o governo egípcio só existe por ser sustentado pelos EUA e pela sua ajuda.














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