Retrato de Luís Lavoura

Aquilo que se está a passar no Egito só me recorda uma palavra: Tian An Men. A praça da Paz Celestial, no centro de Pequim, onde em 1991 os tanques do exército chinês esmagaram, fazendo centenas de mortos, uma manifestação pacífica de centenas de milhares de pessoas que exigiam a democracia na China.

O acontecimento foi objeto da mais viva repulsa no mundo "ocidental".

Ontem, de acordo com as próprias autoridades egípcias, o exército egípcio abateu mais de 600 pessoas que se manifestavam, pacificamente, contra o golpe de Estado militar que tomou o poder no seu país, depondo o presidente eleito. Creio que o exército chinês não conseguiu alcançar tal feito em Tian An Men.

O mundo "ocidental" observa, emitindo uns ténues e ineficazes arrulhos de desagrado. O exército egípcio continuará, segundo tudo indica, a ser o seu aliado de eleição naquele país.

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