Retrato de Luís Lavoura

Paulo Portas, de cuja atuação enquanto ministro dos Negócios Estrangeiros eu até fiquei com boa opinião, meteu o pé na argola antes de deixar o ministério: proibiu o avião presidencial de Evo Morales de aterrar em Portugal para abastecer combustível.

Eu pergunto, que raio de mosca terá mordido Paulo Portas para desta forma violar o direito internacional da aviação e hostilizar gratuitamente um outro país, que nenhum mal lhe fez? Que falta de decência é esta? Isto admite-se???

Qualquer avião tem o direito de se reabastecer seja onde fôr. Uma paragem para reabastecimento de combustível nem dá direito a que os passageiros saiam do avião. Permitir o reabastecimento de um avião é, em última análise, um dever humanitário, dado que sem combustível o avião não pode voar e, no limite, cai, matando todos os passageiros. Como pode Paulo Portas passar por cima de todas estas elementares realidades, só para lamber as botas a Barack Obama?

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