Retrato de Igor Caldeira
Navegando por aqui e por ali cheguei a um grupo de discussão americano cujo objectivo não percebi muito bem, mas basicamente pareceu-me que eram uma cambada de retardados, nenhum capaz de dizer uma palavra sem dar dois erros e cujos temas de conversa passam inevitavelmente por assimilar feminismo, homossexualidade, judaísmo, nazismo e fundamentalismo islâmico. Eu sei que é igualzinho, mas era um grupo americano, logo não podiam ser os autores d'O Demente.
Entre alguns dos sítios que os ratos lá do sítio aconselham a ir visitar está o inefável IHR. Outros links vi, cada um pior que o outro e alguns curiosamente nazis; como podem imaginar, não me apetece fazer publicidade aos mesmos. No entanto, o IHR é um must.
Provavelmente alguns conhecerão o argumento já utilizado pela senhora que ninguém percebe se já está definitivamente louca ou se sempre foi idiota que resolveu escrever artigos como Down with the Feminazis.
Precisamente a respeito do alegado totalitarismo feminista e dos seus alegados tiques nazis, gostaria de trazer um discurso de Goebbels. De facto, creio que os Dementes até apoiariam o que ele afirmou no dia 18 de Março de 1933:
[...] those things that belong to the man must remain his. That includes politics and the military. That is not to disparage women, only a recognition of how she can best use her talents and abilities.
Looking back over the past years of Germany's decline, we come to the frightening, nearly terrifying, conclusion that the less German men were willing to act as men in public life, the more women succumbed to the temptation to fill the role of the man. The feminization of men always leads to the masculinization of women. An age in which all great idea of virtue, of steadfastness, of hardness, and determination have been forgotten should not be surprised that the man gradually loses his leading role in life and politics and government to the woman.
It may be unpopular to say this to an audience of women, but it must be said, because it is true and because it will help make clear our attitude toward women.
[...]
revolutionary transformations have largely taken from women their proper tasks. Their eyes were set in directions that were not appropriate for them. The result was a distorted public view of German womanhood that had nothing to do with former ideals.
A fundamental change is necessary. At the risk of sounding reactionary and outdated, let me say this clearly: The first, best, and most suitable place for the women is in the family, and her most glorious duty is to give children to her people and nation, children who can continue the line of generations and who guarantee the immortality of the nation. The woman is the teacher of the youth, and therefore the builder of the foundation of the future. If the family is the nation's source of strength, the woman is its core and center. The best place for the woman to serve her people is in her marriage, in the family, in motherhood. This is her highest mission.
[...]
A characteristic of the modern era is a rapidly declining birthrate in our big cities. In 1900, two million babies were born in Germany. Now the number has fallen to one million. This drastic decline is most evident in the nation's capital. In the last fourteen years, Berlin's birthrate has become the lowest of any European city. By 1955, without emigration, it will have only about three million inhabitants. The government is determined to halt this decline of the family and the resulting impoverishment of our blood. There must be a fundamental change. The liberal attitude toward the family and the child is responsible for Germany's rapid decline.
E agora, quem é o nazi?
Retrato de Filipe Melo Sousa

Não te enganes Igor, olha

Filipe Melo Sousa on Terça, 07/08/2007 - 13:41

Não te enganes Igor, olha à tua volta e pergunta-te porque motivo o homem não age como cordeiro sacrificial ao entregar sem ser obrigado o fruto do seu trabalho. Sempre que se consegue salvar, fa-lo. Quem é que tem um código moral desenquadrado do mundo real?

A respeito do interesse próprio, podes ler o que eu escrevi, que por sua vez é um comentário a uma entrevista a António Damásio que vai de encontro ao que temos discutido.

Retrato de Igor Caldeira

Frustrações

Igor Caldeira on Terça, 07/08/2007 - 01:16

Lamento informar-te, mas...

frustração s. f. derivação fem. sing. de frustrar
do Lat. frustatione
acto ou efeito de frustrar.
frustrar v. tr. v. refl.
do Lat. frustrare
v. tr.,
iludir a expectativa de;
defraudar;
enganar;
baldar;
inutilizar;
v. refl.,
malograr-se;
ficar sem efeito;
não suceder (aquilo que se esperava).

Como quem pretende construir um mundo que não existe, nunca existiu nem nunca existirá, portanto, que não tem efeito, és tu só se pode concluir que, a sentir frustração, és tu. Porque por muito que tu digas que os seres humanos são como tu achas que são, muito pouca gente parece concordar contigo. De facto, se saíres de um determinado núcleo restrito de pessoas, só encontrarás quem te diga que estás errado. É mais ou menos como os militantes do PCP. Acham que o mundo inteiro está errado porque o mundo inteiro acha que eles não vivem neste mundo.

Pode haver "eu" sem haver "outro"? Será que tomo consciência de mim se não tiver consciência de um não-eu?

Vou descer à terra. A diferença entre o teu egoísmo e o meu altruísmo é que o teu egoísmo se baseia em dois pressupostos: os seres humanos só se interessam por si e só vêm a realidade no imediato ou no curto-prazo; interessar-se por si é o melhor que temos a fazer pois como todos se interessam por si ninguém se interessa pelo outro. Há um terceiro pressuposto, que é o de ser possível teoricamente haver seres isolados, mas que não quero abordar.

O meu altruísmo pressupõe pelo contrário um interesse pelo outro que é também um interesse por mim. O egoísmo está longe de estar ausente. Simplesmente, ao dogma "nós só pensamos no aqui e no agora" eu contraponho a ideia segundo a qual nós somos perfeitamente capazes de nos transcendermos a nós, no tempo e no espaço. É essa capacidade de nos transcendermos que faz de nós seres morais e que permite coisas como uma sociedade democrática ou uma economia de mercado. Nós pensamos em nós, pensamos nos outros, e pensamos em nós como se fôssemos outros e outros como se fôssemos nós. Não somos planos, não somos bidimensionais, funcionamos em várias dimensões.

Vou descer ainda mais à terra. A tua proposta é esta: vivemos num mundo imperfeito, vamos criar o caos, e do caos nascerá a ordem (um mundo perfeito). A minha proposta é esta: vivemos num mundo imperfeito, vamos tentar diminuir as suas imperfeições. Não sei se leste a comparação feito por um (não sei se, mas presumo que) marxista, mas foi certeira. A tua perspectiva é a revolucionária, a minha é reformista. Na tua há um paraíso no fim do projecto metafísico, na minha só há um caminho pedregoso. A tua é, admito, estimulante, a minha nem tanto.

A ideia da ordem após o caos é de certa forma certeira. De todo o caos há-de renascer uma ordem. A questão é: será essa a ordem que queremos? Vejamos os caos do século XX e as ordens que se lhe seguiram, por ordem cronológica:
- Um país permanentemente em guerra, com uma sociedade semi-feudal e semi-industrial em que a maioria da população servia uma minoria aristocrática ociosa resultou numa ditadura totalitarista socialista;
- Um país que saltou de uma monarquia débil, instável, para uma república ainda mais instável resultou numa ditadura tradicionalista e católica, uma monarquia sem rei;
- Um país que saíu de uma guerra que lhe levou a juventude passou para não sei quantas revoluções políticas, mini-estados, hiperinflação, até ter finalmente desembocado no regime moderno mais odioso, uma ditadura totalitarista de direita que haveria de significar o fim desse país como qualquer coisa que valha a pena

Eu não duvido que alguma coisa há-de resultar de deixarmos que cada um faça o que bem entender. Só duvido seriamente que isso vá significar mais liberdade. Historicamente, a única coisa que o caos trouxe foi, para além da opressão que dele resulta directamente, mais opressão para suprimir esse mesmo caos.

Retrato de Filipe Melo Sousa

Igor, é um argumento muito

Filipe Melo Sousa on Domingo, 05/08/2007 - 23:58

Igor, é um argumento muito recorrente: o do isolamento. Quem disse que eu quero viver sozinho. Vamos portanto desmontar esta falácia: eu não vivo nem quero viver sozinho. Quero apenas escolher entre os meus relacionamentos as pessoas que me trazem proveitos, e desfazer-me daquelas que são para mim um fardo. Eu não vivo portanto sozinho. O que eu defendo é a liberdade de escolher os meus parceiros. Liberdade essa que tu - obviamente - não defendes, ao achar por bem que se deve impor partnerships forçadas.

Se queres fazer cair por terra as imperfeições, deixa cair as correntes e baixa as armas que tens apontadas sobre os cidadãos. Podes nem querer quantificar, mas uma coisa é certa: estarás a caminhar na dimensão certa.

Um último comentário: olha em redor de ti. Tudo o que foi construído, toda a ordem que pode observar foi fruto do "caos" que eu defendo. Não dos reformistas, progressistas, ou burocratas.

Retrato de Igor Caldeira

Escolhas Complexas

Igor Caldeira on Segunda, 06/08/2007 - 16:27

1º - Como pretendes escolher com quem é do teu interesse viver e com quem não?
a) tens um universo de 6000 milhões de indivíduos a nível mundial
b) podes estar apenas a referir-te aos 10 milhões de portugueses, o que sem dúvida limita imenso o âmbito da escolha. Boa sorte então no recrutamento.
c) aos restantes fazes o quê? Mata-los? Expulsa-los?
c) podes arriscar-te a chegares ao fim e estares em minoria. Aí, vais ser tu a ser morto ou expulso.
d) por fim, como pretendes que os teus actos não tenham efeitos sobre ninguém para além daqueles com quem escolheste viver, e como podes garantir que as acções daqueles com quem escolheste não viver não tenham efeitos sobre ti? Partilham todos um espaço limitado com recursos limitados. Ou bem que se põem de acordo sobre preceitos mínimos, ou bem andarão em permanente guerra. Será isso do vosso interesse?

2º - O verde não se tornará azul por força de chamares azul ao verde. Na Europa tens Estados, leis, impostos e polícias estatais. Na Somália não tens Estado, não tens leis, tens uma espécie de taxas e e as polícias são "privadas". A única coisa que se consegue na Somália é fome, mortes por tuta e meia e um regime feudal. O poder está bem próximo dos indivíduos. Tão próximo, que provavelmente o poder é a principal causa de morte. Para além disso, tenho dúvidas que o caos somali consiga dar maior qualidade de vida material que a ordem europeia. Já nem falo da liberdade, limito-me apenas ao pseudo-economiquês.
Para além disso, todos conhecemos casos (até connosco) em que pusemos em causa o nosso bem estar, o nosso interesse, emprol do interesse de outrem ou até do interesse "geral". Não atirar um papel sujo para o chão e pô-lo nos bolsos é disso um exemplo simples.

3º - A Microsoft, como qualquer multinacional, é uma gigantesca burocracia. Estás a dizer que a Microsoft é progressista? E tu estás contra a Microsoft? Se não me engano, ainda há uns dias dizias que é o quase monopólio da Microsoft que permite muita evolução tecnológica. Estás a deixar-me confuso.

4º - Vamos a casos práticos

O João está com o seu grupo de amigos. Os amigos decidem grafitar uma parede. O que deve o João fazer?
- Resposta do Filipe: O João deve analisar a situação e perceber qual, egoisticamente, é o seu interesse. Praticar o acto dar-lhe-á prazer. Não praticá-lo pode levar à perda dos amigos. Assim, o João deve participar.
- Resposta do Igor: O João deve analisar a situação e perceber quais os vários interesses em confronto. O seu interesse imediato diz-lhe que deve também pintar. No entanto, quereria ele que abusassem da sua propriedade privada? Se ele fosse o dono da casa, como se sentiria? Para além disso, será que aquela parede terá efeitos negativos sobre quem por ela passar? No fim, o João deve recusar-se a participar na pintura.

A Maria está a passar por uma rua escura habitada apenas por um casal de idosos. Na montra de uma loja que ela sabe que não tem alarme, Maria vê um telemóvel. Aquele é exactamente o modelo que ela quer. O que deve ela fazer?
- Resposta do Filipe: A Maria deve analisar a situação e perceber qual, egoisticamente, é o seu interesse. Não vai ser apanhada se resolver partir a montra. Se eventualmente conseguir parti-la sem se magoar excessivamente, deverá fazê-lo e levar o telemóvel.
- Resposta do Igor: A Maria deve analisar a situação e perceber quais os vários interesses em confronto. Aquele telemóvel é exactamente o que ela queria e tem ali uma oportunidade de o levar sem custo nem risco nenhuns. Simultaneamente, como reagiria ela se fosse a dona da loja? Poderia ela concordar com a destruição da montra e o roubo do bem? A Maria deve questionar-se se o seu acto poderá ser transformado em conduta generalizada. Se esse acto fosse praticado por todos, sentir-se-ía ela bem? Seria isso do seu interesse?

Basta colocarmos estas opções às pessoas para elas escolherem. Eventualmente, encontrarás muitas pessoas que escolheriam a primeira. Encontrarás ainda outras que não escolheriam a primeira por pudor ou porque os casos retratam zés-ninguéns. Se estivermos a falar de uma empresa fugir a milhões de euros de impostos, outros como tu acharão correcto. E, no entanto, o princípio é o mesmo: ou o interesse pessoal imediato, ou o interesse pessoal mediado pela reflexão sobre as implicações do meu acto. Encontrarás, enfim, muitas pessoas que, numa situação de caos, também violarão a propriedade privada. No entanto e precisamente, é para evitar chegar a esse caos que se fazem leis e se estabelecem forças que por elas zelem. A maioria das pessoas, se for realmente livre de qualquer coacção, escolherá a segunda opção. A maior prova disso mesmo é que a regra em sociedades estáveis é não haver mortes por tuta e meia nem pilhagens a todo o momento.

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Como pretendo escolher com

Filipe Melo Sousa on Segunda, 06/08/2007 - 23:38

Como pretendo escolher com quem é do meu interesse viver? Simples: não te pretendo passar cartão sobre a minha escolha, e dispenso "conselhos". Quando conseguires viver com isso, e reprimir a frustração que deve ser a de não interferir na vida dos outros, talvez consigamos concordar em algo. Só te peço que não venhas grafitar a minha parede. Nem te deste conta.

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Leitura Complementar

Filipe Melo Sousa on Domingo, 05/08/2007 - 02:58

Igor, não sei se chegaste a ler mas:

http://blog.liberal-social.org/um-pedaco-de-ranho-na-palma-da-mao

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Godwin e Gorjeta

Igor Caldeira on Domingo, 05/08/2007 - 10:44

Li agora, gostei que:
- a lei de Godwin se tivesse aplicado a ti;
Não gostei que:
- para lá da discussão sobre o IVA e os impostos, não percebas que a gorjeta é para o empregado, não para a casa. Os empregados de mesa devem adorar-te. Em contrapartida, está em linha com o teu pensamento "anti-socialista". Mata de fome o empregado, engorda a empresa.

Brincadeiras à parte:
- o argumento de que tu és apenas um serve para imensas coisas. Aliás para tudo. Por que não hei-de atirar um papel para o chão? Sou só um, se os outros atiram, eu também atiro. Não vai ser o meu acto que vai impedir as ruas de estar sujas. Da mesma forma, não vai ser o meu pedido de factura que vai fazer com que o Estado entenda baixar impostos.
A diferença de raciocínio é esta: enquanto tudo o que dizees anda à volta do Estado, para mim é também importante os efeitos sociais dos nossos actos, nas relações entre indivíduos e indivíduos, indivíduos e instituições (empresas, Estado, associações, etc.) e instituições e instituições.
Não creio que com 100 aldrabões se faça melhor negócio que com dez pessoas honestas.

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O argumento que eu sou

Filipe Melo Sousa on Domingo, 05/08/2007 - 18:41

O argumento que eu sou apenas eu serve de facto para tudo. Não percebo porque as pessoas têm tanta renitência em perceber que agindo egoisticamente beneficiam mais. Não é muito difícil de perceber que quando o retorno da acção é infinitesimal, este não vale o esforço. Não há nada na tua argumentação que me faça ficar interessado em agir de outra forma. Só o faria caso tivesse um retorno imediato, ou uma empresa onde descontar o IVA. E é deste modo que as pessoas tendencialmente agem. O acto de pedir factura traz um retorno bem diferente relacionado com a satisfacção de penalizar um inocente. Forma sádica de se sentir em termos relativos menos vitimado.

Digo-te sinceramente que não estou interessado em salvar o orçamento de estado. Nem o mundo. Não quer isto dizer que não tenha uma preocupação social. Se não a tivesse não me dava ao trabalho de escrever uma linha neste forum. Pensa que o facto de eu querer incutir actos egoístas nos outros é um acto altruísta. Mas largamente mais virtuoso do que os valores que defendes. Pretendo uma coerência segundo a qual o homem viva de acordo com a sua natureza, e não através de uma fraude moral (como a que defendes) em que uma minoria de pessoas carrega o fardo ao agir de forma anti-natura. A minha acção isolada não impede o aquecimento global. A atitude dos outros (com ou sem consciência ambiental) ocorre independentemente disso. Para quê separar o lixo? Se o acto conjunto de um grande número de pessoas permite de forma altruísta conter a subida das águas e efeitos nefastos, tanto melhor. Beneficio. Resta-me servir-me, é para isso que cá estou.

Retrato de Filipe Melo Sousa

Socio-Fanatismo

Filipe Melo Sousa on Domingo, 05/08/2007 - 02:50

As palavras assim tornam-se insignificantes. Acabam por dizer tudo e nada ao mesmo tempo. Copio e subscrevo. Admira-me portanto neste contexto a obcessão com as causas ditas sociais, assim como a necessidade de se mostrar alinhado com esta linha politicamente correcta. Não é um mal desta casa, é infelizmente bem mais transversal do que isso. Tal uma religião, continua presente junto dos piores tiranos, como das pessoas mais bem-intencionadas.

O Amor Está No Ar

Filipe Brás Almeida on Sexta, 03/08/2007 - 16:37

Um post interessante que é essencialmente uma obra de escárnio (todo ele merecido) dirigida a um elenco de bloggers do O Insurgente, conservadores-culturais com uma veia decididamente reaccionária.

Os «Portolanis Specials», são o exemplo de alguém que terá descoberto (um cálculo de cabeça) a sua própria sexualidade precisamente durante o drama da 2ª Guerra Mundial.

Há muito que perdi a esperança de encontrar um post interessante nesses sítios e há meses que não faço lá um comentário. A liberdade de expressão em conjunto com a liberdade de escolha é do melhor que pode haver, realmente.

A colagem de palavras como Nazismo e Fascismo a tudo e mais alguma coisa, para «fazer valer» um ponto ou mensagem, é algo sobre o qual o Orwell já tinha escrito há mais de meio século. As palavras assim tornam-se insignificantes. Acabam por dizer tudo e nada ao mesmo tempo.

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Já agora

Igor Caldeira on Sexta, 03/08/2007 - 18:05

Acho engraçado que no meio dos subscritores da OPV não esteja o PCP. Tendo em conta que recentemente chamaram ao autor do post em causa "leninista do liberalismo", se a mim não me tivessem chamado "kautskiano do liberalismo" diria que isto começa a cheirar a esturro. Não é que esteja a querer insinuar nada, mas...
:-D

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Casamento, amor e meras palavras

Igor Caldeira on Sexta, 03/08/2007 - 17:58

Quanto aos Dementes, também evito passar por lá. Tenho medo que a estupidez se pegue. E depois há aquele aviso: nunca discutas com um louco, ele arrasta-te para baixo com ele e depois ganha-te aos pontos.
Em contrapartida, o Portugal Contemporâneo é uma iguaria (ou pelo menos ainda não me fartei de ir lá ler os disparates). Um dos últimos posts é a respeito do casamento. Fabuloso, não pude deixar de comentar.

Quanto ao post que linkaste, li-o esta semana, juntamente com um outro em que todos os partidos portugueses eram retratados como se fossem de esquerda. Cereja em cima do bolo: o CDS era posto à esquerda do PSD. Se o CDS é de Esquerda para o Filipe, eu nem quero pensar o que é para ele a Direita.
BRRRRR

Retrato de Filipe Melo Sousa

Quanto ao CDS

Filipe Melo Sousa on Domingo, 05/08/2007 - 02:55

Considero o CDS à direita do PSD, sim. Apenas não o transpus por uma questão de prequiça, para não ter de editar a imagem. A fatia mais pequena estava à esquerda, deixei-a estar. Mas as diferenças não são substanciais.

Retrato de Igor Caldeira

Politicamente Correcto

Igor Caldeira on Sexta, 03/08/2007 - 10:00

Outra coisa que eu gostei neste discurso foi o seu alcance visionário. De facto, Goebbels antecipa em muitas décadas o discurso do "eu não sou politicamente correcto, eu limito-me a dizer a verdade" que a direita sempre usa a respeito de qualquer tema que ponha em causa os seus preconceitos, seja ele a luta contra o racismo, a xenofobia, o machismo, a homofobia ou a defesa da tolerância religiosa.

"It may be unpopular to say this to an audience of women, but it must be said, because it is true"

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Talvez

Igor Caldeira on Sexta, 03/08/2007 - 11:27

Talvez devesses endereçar esse comentário a quem comparou o feminismo ao nazismo, e já agora a quem disse que o nazismo é um obscurantismo socialista e gay e outros disparates que tais.

Pois eu, como a maioria dos portugueses, não sabe alemão. Latinos que somos, tradicionalmente inclinamo-nos para o francês. :-P

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Lei de Godwin

Filipe Melo Sousa on Sexta, 03/08/2007 - 09:25

Se uma discussão na Internet se prolonga por algum tempo, a chance de aparecerem comparações envolvendo Hitler ou os nazis atinge os 100%.

Há um consenso em listas de discussões e fóruns que, se tal comparação é feita, é porque quem mencionou os nazis ficou sem argumentos. Não obstante, há também um consenso geral de que, toda vez que essa lei é invocada explicitamente com objectivo de terminar a discussão (thread), a pessoa que a invocou não será bem sucedida.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Godwin

Eh eh.. Igor e ainda por cima a linkar o Goebbels traduzido para inglês. Isso não tem jeito nenhum.
Suchst du den totalen Krieg?

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