Retrato de David Cruz

Não há consenso quanto ao fluxo de saídas da população residente em Portugal. Recentemente, o Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou que, em 2011, emigraram 44 mil pessoas. O Governo acredita que o fenómeno foi mais intenso. O Secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, desvalorizou as estimativas do INE ao afirmar que, nos últimos anos, têm saído anualmente cerca de 100/120 mil nacionais. Ou seja, valores comparáveis à vaga emigratória ocorrida durante a década de 1960.

Na verdade, nenhuma das fontes é fidedigna. Não é possível mensurar a emigração, pois este fenómeno não é sujeito a qualquer registo. Actualmente, um indivíduo que deixe o país não precisa de declarar às autoridades a sua saída, nem é alvo de qualquer tipo de inquérito. Na melhor das hipóteses, os migrantes poderão ser identificados nos países de destino através dos vistos e autorizações de residência. As dificuldades de registo aumentam caso o país de destino pertença à União Europeia, no qual vigora a livre circulação de pessoas. Como tal, os números dos movimentos emigratórios divulgados pelo INE constituem apenas uma estimativa.

Outra explicação para os números distintos pode estar no próprio conceito de emigrante. Segundo o INE, um “Emigrante permanente” é uma “pessoa (nacional ou estrangeira) que, no período de referência, tendo permanecido no país por um período contínuo de pelo menos um ano, o deixou com a intenção de residir noutro país por um período contínuo igual ou superior a um ano”. É provável que a Secretaria de Estado não tenha considerado o critério de duração da permanência no país de destino. De acordo com INE, não é considerado um caso de emigração, por exemplo, uma saída temporária para Angola com a duração de 10 meses.

A realidade socioeconómica nacional sugere que os dados do INE estejam subestimados. No entanto, o “palpite” do Secretário de Estado é exagerado. Não estamos perante tal sangria populacional, pois isso manifestar-se-ia noutros indicadores demográficos sujeitos a registo.

Publicado no blogue Nove por Dez

Portugal Estado democrático

filipe ramos (não verificado) on Terça, 26/11/2013 - 16:44

O Estado... esse Grande PATRÃO

Os empregados do Estado em Portugal existem fundamentalmente para melhor enganar, aldrabar, vigarizar, desviar e roubar o próprio PATRÃO (Estado) em completa legalidade, impunidade e imunidade pois há que precisar que tudo na Constituição Portuguesa se encontra reunido de uma forma magistral e ''exemplar'' para favorecer, beneficiar e proteger em exclusivo os empregados do Estado e em nada o PATRÃO.
Os empregados do Estado são todos aqueles que recebem uma remuneração em troca de um ''suposto trabalho'' na chamada função pública. Ex. : Presidente da Répública, Primeiro Ministro, Ministros, Parlamentares, Secretários, câmaras, finanças, justiça, militares e etc., etc., etc., etc., etc. ! Devo acrescentar que mais de 70 por cento da população ativa em Portugal ''trabalha'' na função pública.
O engraçado e mais estranho e estúpido nisto tudo é que o PATRÃO (Estado) é o próprio POVO que não tem poder absolutamente algum nas decisões da Répública Portuguesa e nunca terá porque a Constituição Portuguesa que já nos vem do tempo de Salazar e sem grandes, verdadeiras e profundas reformas assim não o permite ao contrário do poder absoluto dos nossos dirigentes Políticos que sempre mandaram com mãos de ''ditadores de nova geração'' e cara de Anjos no próprio PATRÃO (POVO).
Muito difícil de se encontrar PATRÃO mais sem voz, condescendente, ignorante, generoso e cego. Também por isso é que nunca houve, não há e nunca haverá melhor ''emprego'' que o de ser empregado do Estado (POVO).
CONCLUSÃO : Temos que acabar completamente e radicalmente com esta Constituição pois é económicamente impossível uma empresa funcionar com 70 directores e 30 trabalhadores (escravos) e criar uma nova Répública de raíz ou adotar um sistema político estrangeiro que se saiba bem funcionar para todos como é o caso por exemplo do sistema político Suiço onde o povo é na maioria dos casos em leis e decisões do País solicitado a votar e qualquer pessoa se pode indivídualmente candidatar ao governo não havendo para isso a obrigatoriedade de se pertençer a qualquer partido político e a tudo isto sim se pode chamar democracia.
ASSINADO : Aremando Zarpa
Post.S. Quanto mais se enfraqueçe um Povo mais se Fortaleçe e Enriqueçe um ''Político''.

Retrato de Luís Lavoura

sessenta

Luís Lavoura on Segunda, 28/01/2013 - 09:38

valores comparáveis à vaga emigratória ocorrida durante a década de 1960

 

Não podemos estar perante números de emigração comparáveis aos da década de 1960, quando a população portuguesa era muito mais jovem do que atualmente.

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