Em Portugal existem duas personalidades dominantes no mundo profissional.
A primeira são os empregados, a segunda são os trabalhadores.
Os empregados são aquelas pessoas que conseguiram emprego e que portanto não precisam de trabalhar. O direito Português bem fundamentado numa doutrina socialista faz com que seja praticamente impossível despedir um empregado por muito incompetente que ele seja. Já para não falar dos casos em que o empregado se recusa a trabalhar. Em alguns casos o empregado simplesmente mete uma baixa, com um atestado médico encomendado ao médico lá do prédio e assim passa em casa a sua obrigação recebendo o seu salário para não ser trabalhar. Simplesmente fica proibido de ir trabalhar para outro local.
Mas claro que em todos os países temos que ter quem trabalhe. E para isso temos os voluntários e os estagiários.
É completamente fashion para um político falar em estagiários e voluntários. No fundo isto é o sonho de qualquer patrão: ter alguém que faça todo o trabalho sujo e que mais ninguém quer fazer, esforça-se imenso na esperança de um dia passar a trabalhador e tudo isto sem ter de pagar salários nem aquela exorbitância estúpida de impostos que é necessária para se contratar um empregado.
Digam lá se não era tão fixe sermos pagos para trabalhar.













(pensava que tinha feito um
Vitor Jesus on Quinta, 24/11/2005 - 11:35(pensava que tinha feito um comentario antes...)
acho que e' a segunda punch line dos ultimos tempos:
1. (durao barroso) O Estado tem de proteger as pessoas, nao os empregos.
2. As pessoas devem trabalhar para ser pagas.
:D
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