Estava a ler um estudo em que se verifica que 50% da Energia consumida na cidade de Lisboa é consumida pelos edificios.
Ora, quando se fala em Urbanismo e Gestão das cidades o que dá votos é falar dos automóveis e da melhor forma de os fazer pagar pelos males energéticos.
Até porque normalmente as taxas que insidem sobre os utentes de veiculos privados é de fácil e rentável aplicação.
Mais dificil é controlar quem aprova os projectos em Lisboa. E aqui gostaria de referir um tema, que é: numa lógica Liberal como se poderia desenvolver na Sociedade a motivação para aderir a uma racionalização energética?
Pelo que sei, os subsidios que o Estado deu para utilização de energia Solar foram "capturados" por 3 empresas que estão regsitadas no PMElink e cujos preços são muito mais altos que outras soluções concorrencais (aliás situação normal no nosso Governo, esta de favorecimentos).
É que propagandear fábricas de veiculos electricos (será a propria fábrica eficiente em termos energéticos?) ao mesmo tempo que se constroem edificios com projectos de 5 e 6 anos (tempo médio de aporvação) não me parece ser a ideia mais Eficiente.














Baixa taxa de ocupação
Luís Lavoura on Segunda, 21/09/2009 - 15:44A situação aqui descrita é substancialmente piorada por dois factos conjugados:
1) A maior parte dos edifícios construídos destina-se a ser propriedade horizontal (condomínio) e a ser vendida por frações, ficando pois sem qualquer gestão centralizada eficiente.
2) Grande parte dos edifícios têm taxas de ocupação real muito baixas, tipicamente metade das frações está desocupada porque o proprietário não mora lá.
Numa tal situação, torna-se ineficiente investir em paineis solares para aquecimento de água, uma vez que a água quente produzida não terá, durante grande parte do tempo, consumidores que paguem a sua produção, uma vez que os apartamentos estarão desabitados. Além disso, na ausência de uma governação centralizada do edifício, é impossível tomar uma qualquer decisão que implique uma repartição de custos e proveitos.
A situação só poderá melhorar quando os governos e as autarquias
1) Desincentivem a construção nova, por forma a limitar as dimensões do parque habitacional e a obrigar a que mais pessoas habitem cada edifício.
2) Desincentivem a constituição de condomínios e a compra de casa própria (a não ser no caso de moradias), incentivando em vez disso o mercado de arrendamento por investidores institucionais (bancos, misericórdias, sindicatos, etc) com gestão centralizada dos prédios de arrendamento.
Luís Lavoura
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