Ciência e Tecnologia

Retrato de Miguel Duarte

Na Holanda existe uma inovação que promote revolucionar o mundo da construção. Foi criada uma máquina que permite construir 400m2 diários de estrada/passeio com blocos. Os blocos são uma alternativa ao betume, mais amiga do ambiente (ajudam por exemplo a evitar cheias pois são permeáveis) e mais durável, além de mais estética.

 

Retrato de Miguel Duarte

O Google começou ontem a revelar publicamente o número de pedidos que recebe dos vários governos mundiais para eliminar informação online ou entregar dados que tenha nos seus sistemas. Ora, ficámos a saber que Portugal não solicitou que nenhum dado fosse removido do Google, mas, que nos últimos 6 meses de 2009 fez 45 pedidos de informação de terceiros ao Google. O Google não revela que pedidos são esses, mas podem ser por exemplo acesso aos emails arquivados no Gmail por um determinado indivíduo.

O que me parece lamentável é que efectivamente é uma novidade, pelo menos para mim, que órgãos do Estado em Portugal estejam a aceder a dados pessoas de cidadãos no Google (e presumo outros serviços), e não seja público se tal está a ser feito apenas com ordens judiciais e qual a extensão desses pedidos. Pode por exemplo um juiz solicitar todos os emails de José Sócrates numa eventual conta de Gmail que este tenha ou tem que se limitar a determinadas datas ou temas?

Retrato de Miguel Duarte

Ainda onde falei em como a solução para os problemas energéticos do mundo poderia ser a Energia Atómica. Pois, enquanto dizia isto, os nossos amigos do Texas arranjaram uma solução para se tornarem ecologistas, por preocupação com os seus bolsos. Parece que, para se extrair o crude até à última gota, é necessário injectar carbono nos poços de petróleo, ora, tal significa que estas empresas vão injectar mais 50% de carbono nos poços do que aquele que é extraído sobre a forma de crude. Estão até disponíveis para pagar cerca de 10 dólares por tonelada de carbono. Uma vez injectado nos poços, o carbono fica preso a kilómetros de profundidade, pelo que não regressará à superfície tão cedo.

Na prática, tal significa que, se esta tecnologia vingar e for útil, a extracção de crude será mais ecológica que a utilização de renováveis no que toca ao CO2, pois será negativa em termos de emissões.

Retrato de Miguel Duarte

Tirando as questões económicas, que como o Luís Lavoura afirmou, são uma questão que compete aos operadores energéticos decidir, e não aos governos, o nuclear era uma solução que me colocava grandes dúvidas devido em primeiro lugar ao problemas dos resíduos e num segundo lugar (por estar mais descansado), aos problemas de segurança.

A questão dos resíduos felizmente parece estar em vias de resolução graças aos desenvolvimentos tecnológicos, ao nível da capacidade de perfuração, da indústria do petróleo. Os Estados Unidos estão neste momento a analisar a hipótese de enterrar os resíduos entre os 3 e 5 kilómetros de profundidade, uma profundidade tal que segundo os especialistas é suficiente para efectivamente resolver o problema, dado que existe uma grande quantidade de locais com estabilidade geológica suficiente para termos a certeza que os resíduos aí irão permanecer durante os milhões de anos necessários para perder a sua perigosidade. Desde que um operador privado garanta um fundo para dar esta solução final aos resíduos, penso que a questão ficará encerrada, não passando as gerações presentes custos para as gerações futuras, que não têm culpa nenhuma das nossas necessidades energéticas (e tecnologia arcaica).

Quanto à questão da segurança, aquilo que me tem sido dado a entender, é que uma central nuclear dos dias de hoje (3ª geração) é muito mais segura que a generalidade dos reactores em funcionamento que nos foram deixados pelos nossos pais. O risco está lá sempre, mas a realidade é que os combustíveis fósseis matam pessoas todos os dias (por exemplo com problemas respiratórios nas cidades) e com um grau de certeza bem maior que a incerteza da Energia Nuclear.

Gerações de Reactores Nucleares

Face a estas evidências e tendo em conta que os próprios ecologistas embirram muitas vezes com as chamadas alternativas, por motivos como a matança de aves dos geradores eólicos até à destruição de ecosistemas pelas barragens. Passando pelas questões económicas (o nosso país necessita de ter acesso a energia barata), estratégicas (a Europa não deve estar dependente de países terceiros para a produção de energia) e ambientais (é necessário efectivamente, para bem do planeta, emitir-se menos carbono), a energia nuclear parece-me cada vez mais uma opção a ser tido em consideração no nosso país e na Europa.

Retrato de Miguel Duarte

Hoje atingiu-se mais um marco da física de partículas com mais um recorde batido pelo LHC (Grande Colisionador de Hadrões), e a passagem a produção desde dispendioso equipamento (o maior acelerador de partículas do mundo).

 

 

Pode-se acompanhar a experiência passo a passo na página do CERN no Twitter.

Retrato de João Mendes

Nos artigos online, considero que os meios de comunicação social deviam fazer um esforço (que seria mínimo) de colocar links para quaisquer documentos de que tratem e que se encontrem também online. Tanto me faz que seja no corpo do texto ou numa caixa separada colocada ao lado, ou ainda uma mistura de ambos. Seria extremamente útil para quem quisesse aprofundar a questão por si e ver com os seus próprios olhos aquilo de que se trata.

Pela minha parte, tento colocar links que permitam às pessoas seguir o meu raciocínio mas também formar as suas próprias ideias com base na informação que eu encontrei.

Retrato de Igor Caldeira

Consta que Sócrates quer adoptar uma estratégia próxima da de Obama para as próximas legislativas. Mesmo que consiga adoptar os mesmos mecanismos, Sócrates e entourage não perceberam nada de Obama.
O que faz alguém vencer só num povo de perfeitos imbecis (e há-os e muitos) pode ser o meio, o veículo, o espalhafato. Nos outros, os meios são apenas isso: meios de comunicação. /Meios/ de /Comunicação/. Ou seja, há algo a comunicar, e para tal se usam determinados meios. Ora, a primeira coisa que temos de saber é se há algo a comunicar.

Obama não tinha nada de concreto para comunicar. Obama era um sentimento, não era um argumento. Um sentimento de tão grande intensidade que em política só se tem pelo desconhecido.

E Sócrates não nos é desconhecido.

Desde logo, as vazas do PS ficam por aqui cortadas. Tão extraordinário movimento de base, possível pela internet, só se pôde iniciar porque havia uma Paixão.

Mas admitamos que pela Razão se pode originar um movimento semelhante. Aqui, a ideia de que se tem de /comunicar/ /algo/ torna-se premente. Um conjunto articulado, coerente de motivações para os cidadãos agirem por algo exige uma ideia de fundo e um plano ordenado.

Pergunto se alguém vê isso. E alargo a questão para o PSD.
Alguém vê um projecto?
Alguém vê algo de novo?
Alguém que não seja um eleitor fiel de qualquer partido consegue sequer dizer que vai votar com toda a confiança num dos partidos?

Não, não, não - é preciso ser um cretino para não ver a cretinice que temos pela frente. Como é que se vai lançar um movimento "grassroots" (usar um anglicismo é, a par do deslumbramento tecnológico e normalmente em conjunto com ele, uma das marcas da imbecilidade que grassa por aí) se não há nada de novo, se não há sentimento que não seja o desespero, e um desespero, permitam-me o pleonasmo, sem esperança (porque os americanos tinham um desespero que encontrou em algo de novo uma promessa de fim), se não sabemos nada do que os partidos querem excepto que eles querem o poder para aquilo que nós sabemos que eles querem e quanto ao mais nem eles sabem o que querem?

Antes do fogo de artifício, escolhessem ao menos para onde querem apontá-lo. O Norte não se encontra na internet, encontra-se nos ideais; e, se não houver ideais (já sabemos que não os há) ao menos que tenham ideias.
Vá lá, ideia.
Uma.
Uma que seja.

Retrato de Miguel Duarte

Derivado da recente decisão judicial na Suécia, em que os donos do famoso site Pirate Bay foram presos, o Partido Pirata da Suécia ultrapassou recentemente a barreira dos 30.000 membros, tornando-se em termos numéricos no 4º maior partido da Suécia.

Os principais pontos de luta deste partido:

  • Reforma da lei de copyrigt;
  • Abolir o sistema de patentes;
  • Respeitar a privacidade online.
Retrato de Miguel Duarte

Muito interessante este artigo da New Scientist. A questão basicamente é: Neste momento já é possível, via testes genéticos aos pais, decidir se é necessário, via fertilização artificial e selecção dos embriões, evitar que futuras crianças nasçam com uma série de doenças genéticas (herdadas de um dos pais). Qual a ética de por questões "éticas" não estarmos já a fazê-lo? Porque razão estamos a trazer ao mundo crianças com deficiências e doenças que poderiam facilmente ser evitadas?